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Categoria: Entrevistas

Entrevista: Justin Pugh

justinpugh Entrevista: Justin Pugh

Entrevista/Interview – Justin Pugh – New York Giants

GIGANTES, temos a alegria de trazer para vocês mais um acontecimento marcante para todos aqueles que acompanham o Giants Brasil e a NFL no nosso país! Logo em seguida ao último Draft, entramos em contato e conseguimos entrevistar a primeira escolha dos Giants no evento, o OL Justin Pugh, vindo de Syracuse, esperança de sucesso em uma linha ofensiva que vai se renovando aos poucos.

Aproveitamos para agradecer de coração a Melanie Wadden, da Octagon Football, assessora do jogador e que foi 100% conosco em todos os momentos.

Esperamos que curtam mais esta entrevista exclusiva!

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Você nasceu, foi criado e sempre jogou na Pennsylvania. O quão especial é saber que, agora, você é um atleta profissional e continuará na Costa Leste, embora desta vez visitando o seu estado, todos os anos, como um adversário?

É ótimo que a minha família possa ir a vários dos meus jogos e me apoiar em New York. Estou perto o bastante para ir para casa, caso precise, e estou muito feliz com a maneira como as coisas se desenrolaram. Eu cresci assistindo a essa rivalidade Giants-Eagles, então, será muito gratificante, com esta minha nova perspectiva, jogar nessas partidas e seguir em frente.

Você se lembra quando decidiu jogar nessa posição? Já teve alguma experiência em outro setor?

Eu joguei de defensive end no colégio, mas desde que fui para Syracuse, eu sabia que iria jogar na offensive line e, desde então, eu abracei esta função.

O quão diferente você imagina que será o ambiente na NFL, comparado ao da NCAA? Como você se sente agora, considerando este grande desafio chamado “adaptação”?

Por mais alto que seja o nível no futebol universitário, no final das contas, nunca será tão intenso quanto é na NFL; não é um negócio, como agora, pelo qual serei pago. Eu penso que você tem que aprender a lidar consigo mesmo como um profissional, tanto dentro quanto fora de campo, fazendo as coisas certas.

Qual é a sensação de ser escolhido para fazer parte de uma linha que não brilhou tanto na temporada passada e o quanto você acha que será difícil encarar essa responsabilidade?

É um desafio para toda a linha ofensiva. Todos os caras trabalhando juntos para produzir a melhor linha possível, com um empurrando o outro para competir, em cada um e em todos os dias. Eu não diria que é necessariamente um desafio para mim, isoladamente, mas para a linha ofensiva inteira.

Como um jovem O-Lineman, o quanto você está empolgado para treinar com vários vencedores de Super Bowl, sendo supervisionado por alguém com a reputação que tem Pat Flaherty?

É uma situação perfeita, na qual eu posso chegar e aprender com caras que já atuaram nos maiores jogos. Eu vou sugar o cérebro deles e aprender o mais rápido que eu puder.

Analisando a sua carreira, podemos ver que você sempre esteve entre os melhores na sua posição, sendo um titular constante e capitão de equipe. Tem algo de especial na sua preparação ou estilo de vida para se manter saudável e no seu melhor para jogar?

Eu sempre tive o apoio da minha família e treinadores, sempre boas pessoas do meu lado, que me ajudavam a atingir o nível seguinte. Eu tenho como objetivo utilizar as ótimas pessoas na organização Giants para me ajudar, coletivamente, a vencer partidas.

Qual é a sua opinião sobre essa nova abordagem da NFL, tentando estabelecer o “Heads Up Football” (regras e programas de conscientização sobre a necessidade dos jogadores não abaixarem as cabeças em certas ocasiões, para evitar lesões graves)? Na sua mente, isso irá alterar o seu estilo de jogo, de alguma maneira?

Jogando na linha ofensiva, você sempre quer manter a sua cabeça longe dos bloqueios. Mas eu acho que essa é uma boa manobra para a segurança geral do jogo e para proteger os jogadores.

Alguma mensagem para o pessoal que segue o Giants Brasil, seus mais novos fãs?

Eu quero que todos os meus fãs saibam que estou indo trabalhar forte e representar este time da maneira certa. Eu assumirei um papel de modelo positivo, tanto dentro quanto fora de campo.

Justin, obrigado pela sua gentileza. Nós realmente esperamos vê-lo em breve no campo como um G-Man, não apenas em 2013, mas por um longo tempo. Conte conosco. Agora, obviamente, é hora de você continuar celebrando este momento incrível com a sua família e amigos. Parabéns e nos vemos em setembro!

Obrigado por essas palavras agradáveis. Go Giants!

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*Read the interview with Justin Pugh in English, here.

Entrevista: Maikon Bonani

maikonsite Entrevista: Maikon Bonani

Maikon Bonani

*Agradecimentos à Ana Luiza, por seu esforço em ir atrás dos contatos.

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Caros torcedores dos Giants no Brasil, de fato, a NFL está ficando a cada ano mais verde e amarela. Depois do sucesso feito pelo Cairo Santos na última temporada, uma expectativa se confirmou: temos um brasileiro com contrato assinado com uma equipe da liga (infelizmente não é com os Giants, mas tá valendo), e que pode ser o primeiro brasileiro a entrar em campo na NFL!

Na semana que passou, o kicker paulista Maikon Bonani, de 24 anos, foi chamado pelo Tennessee Titans para participar do training camp com a equipe. Muito legal, não é? Conseguimos um espacinho na agenda atribulada do mais novo jogador dos Titans e ele respondeu algumas perguntas sobre início da carreira, expectativas para o futuro e curiosidades desses dias corridos que ele está tendo!

Antes de ver o que ele nos disse, conheça um pouco da história de Maikon Bonani:

Nascido em Matão, interior de São Paulo, ele foi para os Estados Unidos aos 11 anos para acompanhar a família – a trabalho, o pai foi transferido para lá. Os Bonani foram morar em Lake Wales, na Flórida. Maikon foi estudar na USF (Universidade do Sul da Flórida), onde pode começar a arriscar os chutes do football. Na temporada de estreia, em 2008, acertou 15 de 21 tentativas de chutes em 11 jogos – aproveitamento de 71,4%.

Mas em 2009, um golpe do destino: Maikon, que trabalhava em um dos parques do Sea World, sofreu um acidente grave e fraturou uma vértebra (ele caiu de uma altura de 10 metros!!!). Apesar do susto, ele se recuperou e voltou a atuar pela faculdade. Em 2010, de volta aos campos, conseguiu 81% de aproveitamento na USF (acertou 17 dos 21 chutes). Em 2011, tornou-se o atleta com mais field goals convertidos na história da USF (69). Na última temporada, foi pela primeira vez para o primeiro time da conferência Big East.

Vamos à entrevista!

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Tem como explicar qual é o sentimento de representar o Brasil no futebol americano?

Ser um representante brasileiro na NFL é uma honra. Estou super feliz com a oportunidade de representar minha pátria, e muito emocionado com a quantidade de mensagens carinhosas que os pessoal do Brasil está me mandando. Estou focado e muito determinado a trazer muita felicidade para o pessoal do Brasil, minha família e amigos.

Por que você escolheu essa posição (ou foi ela que te escolheu)? Qual é a maior diferença entre chutar uma bola de futebol americano para uma redonda? Você já teve experiência em outras posições?

Praticamente, foi a posição que me escolheu (risos). Quando os treinadores do futebol americano pediram para eu chutar uma vez para eles verem, foi apenas porque tinha um chute bem forte na época. Então, as únicas posições que precisavam era de kicker e punter, que sãos os caras que podem chutar.

A maior diferença de chutar a bola de futebol americano é a técnica usada. Uma bola do nosso futebol você pode chutar de vários jeitos, e o jogador tem mais margem para cometer erros. Já com a bola oval de futebol americano não se pode errar onde acertá-la, ou o chute vai todo errado. É uma técnica um pouco mais aprimorada.

Eu nunca tentei jogar em outras posições porque sempre fui chutador e recebi uma bolsa escolar para jogar chutando, então, nem tentei.

Você se mudou cedo para os EUA e também já jogou tênis. Por que optou pelo futebol americano?

Isso, me mudei quando tinha 11 anos de idade. E comecei a jogar tênis aqui porque o Guga sempre foi um ídolo meu. Admiro muito o quão humilde ele é, e o quanto ele ama o que faz e a família. Eu acabei optando pelo futebol americano no começo porque me disseram que eu teria chances grandes de receber uma bolsa escolar para jogar na faculdade, então foquei bastante nisso.

Quem são os caras que você admira na atual liga, independente da posição (podem ser coachs também)? Por quê?

Sou muito fã do Peyton Manning, porque ele é a tradução de um profissional – como muitos outros também são. Mas ele está sempre à procura da perfeição! Quer sempre fazer tudo certinho para ajudar o time o máximo possível.

Você acaba de ser escolhido por uma equipe que conta com um kicker experiente (Rob Bironas) há quase uma década. Como você encara isso? Mais como um desafio para se tornar o titular ou uma oportunidade de ter a chance de aprender ainda mais?

Os dois! Sem dúvidas, irei para o training camp com a intenção de virar titular do time. Vou competir e treinar duro para que os treinadores tenham que fazer uma escolha difícil entre mim ou ele. Mas, ao mesmo tempo, tenho que aprender muito com um veterano de qualidade como o Bironas. Ele é um dos melhores que já jogaram na posição, então espero competir muito e aprender também.

Conta detalhes pra gente de como foi a assinatura do seu contrato. Quem te ligou? Como foi? Você teve que ir até a sede do clube? Quem te recebeu? Como é lá? Já conheceu algum dos atletas que podem jogar com você?

Eu passei o dia do draft com minha família. Sou uma pessoa familiar e queria que o dia fosse especial primeiramente para a minha família, porque sem eles eu não seria nada. Mas foi uma ligação dos treinadores dos Titans, nós conversamos por alguns minutos e depois ele me falaram que queriam que eu fizesse parte da organização deles. Foi um dia muito legal. Mas eu ainda não fui até a sede deles. Isso vai acontecer nas próximas semanas.

Você comentou que sua rotina está uma loucura nesses dias. O que tem feito? Muitas entrevistas? Preparando pros treinos? Conta um pouco pra gente sobre isso!

Isso, está corrido porque tem muitos amigos, familiares, e fãs desse grande país que é o Brasil, que estão me mandando muitas saudações. Estou recebendo muitas e muitas mensagens no Facebook e Twitter do pessoal aí do Brasil. É uma coisa muito legal, uma honra para mim. Agradeço a todos do fundo do coração!

Você tem contato com outros brasileiros que jogam por aí no universitário? A gente pode esperar alguém nos próximos anos se juntando a você, pelo menos assinando um contrato?

Eu tive o privilégio de conhecer o Cairo Santos, que sem duvidas é um dos melhores chutadores que eu já vi. Tenho certeza que ele vai se dar muito bem na carreira e espero vê-lo recebendo a mesma oportunidade que eu no ano que vem.

Quais são os próximos passos agora? Treinos e esperar uma chance no grupo final para a temporada? Explica pra gente como serão seus próximos meses.

Exatamente, agora vou continuar treinando muito, até chegar o dia de ir para o traning camp. Aí, depois, isso tudo irá depender do schedule do time.

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E que o nosso querido futebol americano fique cada vez mais verde e amarelo! Parabéns e sucesso, Maikon!

Entrevista: Steve Weatherford

stttt Entrevista: Steve Weatherford

Entrevista/Interview – Steve Weatherford – New York Giants

GIGANTES, é com a maior alegria e orgulho que anunciamos mais um entrevistado do GiantsBrasil: nada menos, nada mais do que o nosso punter Steve Weatherford, campeão do Super Bowl XLVI e um dos melhores jogadores da posição em toda a NFL.

Os nossos agradecimentos ao Steve e a cada um de vocês, sempre presentes, que nos ajudam a fazer deste espaço um lugar único na cobertura do futebol americano e do nosso time do coração, o New York Giants!

E vamos à entrevista…

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Poucas imagens marcaram tanto a Temporada 2011-12 quanto a sua comemoração em San Francisco pela ida ao Super Bowl. Qual foi a sensação, naquele momento, após uma jogada que começou com um punt seu, num gramado molhado e em meio a um ambiente hostil?

A decisão da NFC foi um momento incrível na minha carreira. Um confronto entre dois grandes times, no qual fui abençoado por poder fazer parte daquilo. Numa ocasião de tanta magnitude, eu estava apenas curtindo o momento. O ambiente era aquele no qual nós sempre sonhamos em jogar. Tudo parecia contrário a nós: atuando fora de casa, debaixo de chuva, num estádio histórico, com uma multidão de fanáticos torcendo pelo adversário. Foi algo para guardarmos eternamente. Um instante simplesmente clássico.

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Chegar nos Giants e, logo no primeiro ano, ganhar o Lombardi Trophy, justamente no Estado aonde você cresceu, tudo isso diante da sua família. Como explicar algo assim?

De verdade, as circunstâncias e chances de algo assim acontecer são improváveis, mas aquela semana será eternamente parte da história da minha família e fico honrado por poder ter dividido aquilo com os meus parentes e amigos mais próximos, que tanto me ajudaram a atingir essa meta. Foi realmente demais ter toda aquela festividade, exatamente na região meio-oeste, aonde passei a maior parte da minha vida.

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Em quanto o fato de ter atuado por dois anos em East Rutherford (Steve jogou duas temporadas pelos Jets) te ajudou quando chegou aos Giants? Ou as condições meteorológicas não chegam a ser um grande problema nesse nível do esporte?

Não posso reclamar de nada sobre o estádio ou sobre as torcidas dos dois times de New York. Eu também não tenho como controlar esses fatores. Apenas posso controlar o quanto me dedico na preparação para o dia do jogo, para realizar o meu melhor. Eu acho que devemos levar o fator climático em consideração nesse esporte. Eu apenas tento ser excelente e ter orgulho do que faço, agregando o máximo que puder a serviço do time.

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Antes de assinar o seu contrato de 5 anos em 2012, qual foi o seu sentimento por ter sido o escolhido para receber a franchise tag na offseason?

Eu fiquei realmente empolgado com o fato dos Giants terem colocado a tag em mim. É uma honra poder ser parte de uma franquia histórica e o meu objetivo é encerrar minha carreira aqui. Com a tag, também veio uma nova expectativa, com a qual eu pretendo revolucionar. Meu plano é o de desafiar o meu corpo como uma máquina para superar as expectativas, pois ao me melhorar no dia a dia, eu também ajudarei a nossa equipe.

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Como é a estrutura dos Giants, em treinos, reuniões, organização para os jogos, e que tipo de motivação eles deram para os jogadores logo após a última temporada terminar mais cedo do que gostaríamos? O que acha deTom Coughlin como líder?

A história dos Giants é rica e remete à origem da liga. O New York Football Giants tem sido fantástico para a minha família. Eu devo isto ao time e à cidade, ou seja, dar o melhor de mim a cada dia. É um relacionamento que funciona de maneira espetacular. Eu tenho o maior respeito pelo Coach Tom e por seus princípios. Ele aplica as táticas corretas e trabalha com cada jogador, individualmente, e também aprende com eles. Ele também tem uma conduta e espírito competitivo como ninguém mais é capaz de ter.

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Foi uma pena, mas desta vez não chegamos aos playoffs. Ainda assim, a evolução do special teams chamou a atenção, tendo sido um dos melhores grupos de toda a liga. Saberia dizer qual foi a chave para essa melhora tão grande do setor?

Infelizmente, perdemos alguns jogos e chegamos a bater em nós mesmos por isso, pois ninguém quer explicar o porquê de certas coisas acontecerem da forma que aconteceram. Nós apenas podemos controlar os nossos movimentos para a frente. Nosso grupo do special teams funcionou legal, com os garotos vindos da faculdade se mostrando fortes e querendo se doar ao máximo, criando uma atmosfera excitante. Eu acho que o grupo foi muito bem e continuará a melhorar. Zak (DeOssie) e Lawrence (Taylor), os dois são veteranos e campeões, da mesma forma que são meus amigos e companheiros de time.

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A posição de punter é uma das menos visadas pelo público em geral, embora não menos importante do que as demais. O que te fez escolher atuar nesta função? Teve alguma grande influência que te fez optar por ela?

A posição de punter é demais…eu raramente recebo um tackle! É uma função precisa, que se desenvolve após repetições explosivas. Eu realmente estive envolvido com o futebol (soccer) e só fui escolher o futebol americano (football) em cima da hora, no colegial. Eu também comecei a me interessar em treinar com pesos e a me tornar mais forte, enquanto continuava a chutar. Fui preparado para pegar qualquer oportunidade que me dessem, talvez acima de qualquer outra coisa.

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Jeff Feagles atuou em alto nível até os 43 anos de idade. Jogando na mesma posição e com a sua conhecida dedicação à preparação física, até quantos anos, hoje, você se vê chutando bolas dentro da linha de 20 jardas do adversário?

O Jeff é o cara! Um verdadeiro competidor. Eu continuarei o seu legado no New York Giants, pelo máximo de tempo que me for permitido. Isto tem sido uma benção. Mas estamos tratando de uma Divisão (NFC East) extremamente competitiva. Temos muito trabalho para fazer.

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Fale um pouco sobre os seus trabalhos em paralelo, que incluem projetos de caridade e ajuda aos menos favorecidos.

Eu me encontro constantemente em uma posição de poder ajudar os outros. É um estilo de vida ativo e sou abençoado por poder ajudar outras pessoas a atingirem as suas metas. Algumas vezes, tragédias acontecem, e precisamos nos apoiar uns nos outros. Sou um grande candidato a querer encontrar a melhor maneira de poder cumprir esta missão. As pessoas deveriam, todas elas, compreender que o trabalho em equipe é o que fará os sonhos se realizarem!

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Como se sente sabendo que há tanta gente no Brasil torcendo por você e, obviamente, pelos Giants? Poderia deixar um recado para os seus fãs brasileiros que o seguem aqui e nas redes sociais, como Facebook e Twitter?

Eu ADORARIA celebrar com os fãs do Brasil! Curto demais o apoio de vocês e, desde já, pedindo desculpas pelo meu português, mas…OBRIGADO FÃS DOS GIANTS NO BRASIL! GRANDE SONHO! VAI AZUL!*

*esta parte em negrito o Steve escreveu em português, literalmente, com estas palavras.

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Obrigado, Steve, por sua amizade e apoio! Este momento foi um marco para o GIANTSBRASIL e para todos aqueles que nos acompanham e curtem a NFL no País. Que você continue sempre esse cara humilde, divertido e talentoso, que é peça fundamental para o sucesso dos nosso Giants!

Tudo de melhor para vocês!
Steve

*If you wanna read this interview in English, click here.

Entrevista: Cairo Santos

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Imagem: FOXSports.com.br

*Agradecimentos à Ana Luiza, por seu esforço em ir atrás dos contatos. 

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Vocês já devem saber que um jovem de 21 anos, nascido em Limeira, interior de São Paulo, está prestes a fazer história no futebol americano. Na verdade verdadeira, ele já fez. Cairo Santos, kicker da Universidade de Tulane (na Louisiana, terra do nosso Eli-te), ganhou nesta temporada o badalado troféu Lou Groza, que premia o melhor da posição no football universitário.

Cairo foi premiado pela atuação próxima à perfeição que teve na temporada. Foram 21 tentativas de field gols, todas elas certas (12 delas para 40 ou mais jardas – uau). Uma delas, aliás, de incríveis 57 jardas!

As estatísticas de Cairo só não estão em 100% porque ele teve um (apenas um) extra-point bloqueado nas 25 oportunidades em que chutou. Bloqueio de extra-point, inclusive, não é considerado erro do atleta. Ou seja, a atuação do brasileiro é histórica.

Cairo foi para os Estados Unidos como muitos brasileiros, para fazer intercâmbio na Flórida, de apenas um ano. Ao chegar, os amigos da escola pediram para que ele testasse alguns chutes como kicker, num esporte que ele não conhecia. O bom desempenho no campo – impulsionado pelo talento dele como jogador de futebol (soccer) – impressionaram os americanos, e a partir daí começou a carreira do jovem, que deve ir para o draft na temporada 2014.

Veja a entrevista do Giants Brasil com nosso craque da bola oval!

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Aparentemente, a cada ano a importância dos special teams tem se tornado maior. Você acha que isso realmente está acontecendo? Podemos dizer que é por causa do equilíbrio da liga?

Com certeza a importância dos kickers e punters está aumentando de ano a ano. O talento de kickers hoje em dia está fazendo da NFL muito mais competitiva, muitos jogos são decididos por um chute no final do jogo.

Sua posição é mais “solitária”, digamos, que as outras da liga, pelo menos em relação aos times de ataque e defesa. Como é o trabalho de vocês nos treinos? E como vocês se preparam psicologicamente para a pressão, já que os erros da sua posição são bem mais visíveis que os outros?

Muitas faculdades não têm técnicos só para os kickers, então muito do nosso trabalho no treino é chutando sozinho com os outros kickers no time, e meio que corrigindo um ao outro. É muito importante seguir  uma mesma rotina de treino todos os dias, porque assim fica mais fácil de ver os erros e também de criar mais conforto e confiança com os seus chutes. Meu preparo é simplesmente esquecer do último chute, errando ou acertando, e pensar no próximo.

Como é o treino rotineiro de um kicker? Entre extra-points, fieldgoals e kickoffs (e tackles, é claro), como é a coisa no dia-a-dia?

A gente treina mais field goals por que é sempre o que tem mais chance de erros. O kickoff é um chute muito agressivo pro corpo, então eu normalmente só treino kickoff um ou dois dias da semana. Raramente a gente treina tackles, mais para evitar contusões. Mas tem sim alguns treinos de tackles no começo da temporada.

Como especialista da posição, o que você pode nos falar sobre nosso kicker, Lawrence Tynes? Ele tem sido questionado por cair de produção nos últimos jogos. É algo comum, você acha? Estamos bem servidos?

Eu acho que ele cai em uma categoria de kickers que está se aproximando do fim de carreira. Mas ele tem sido um ótimo kicker pro Giants e parece que os técnicos têm muita confiança nele.

Quem são os caras que você admira na atual liga, independente da posição (podem ser coachs também)? Por que?

Eu admiro o Peyton Manning, QB do Denver Broncos, pelo jeito que ele trabalha todo ano para se tornar o melhor QB que ele pode ser. Ele é um gênio do futebol americano e um dos melhores QB da historia da NFL.

Como equipes, quais você vê mais preparadas para fazer boas campanhas nos playoffs?

Eu acho que Atlanta e Seattle estão fazendo ótimas campanhas e estão dominando. Com certeza são duas equipes que estäo com muita confiança indo para os playoffs.

Qual é a sensação de saber que tem um Draft da NFL chegando e o seu nome poderá ser um dos selecionados?

Eu provavelmente não estarei nesse próximo Draft, pois eu tenho mais um ano na Tulane. Então, se Deus quiser, conseguirei ter mais uma temporada boa e no ano que vem eu tenho uma boa chance de ser draftado. Mas mesmo assim é uma sensação incrível de ter essa chance de ser chamado no Draft.

Rolou algum preconceito de início por ser um latino no meio do football aí nos EUA?

Não nunca rolou nada disso. Muitas pessoas nem sabem que eu sou brasileiro, mas acho que devem saber agora.

Antes de receber o convite para ser um jogador de futebol americano, você já curtia o esporte? 

Não, nunca tinha visto o esporte e muito menos sabia das regras. Fui aprendendo quando eu fiz intercâmbio na high school e pouco a pouco o esporte se tornou uma paixão pra mim.

Conta para gente um pouco da sua rotina atual aí nos EUA

Minha rotina é basicamente acordar bem cedo para ir pros treinos e depois de tarde ir pras aulas na faculdade. Nas férias eu gosto de ir para o Brasil e Flórida onde eu posso visitar minha família e continuar treinando meus chutes.

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*Deixe sua mensagem pro Cairo no Twitter dele ou aqui nos comentários! Prometemos enviar todas pra ele!

Entrevista: Paulo Mancha

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Entrevista: Paulo Mancha

Nosso querido amigo Paulo Mancha está se tornando da casa! Mais uma entrevista dele… De certa forma uma atualização da primeira entrevista (clique aqui para ler) – Desde já, nós do Giants Brasil queremos agradecer ao Paulo por sua paciência conosco e simpatia.. Muito obrigado pela entrevista! Sempre que precisar, estamos ai! Bom, sem mais delongas… Vamos ao que interessa!

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Sobre a temporada passada, alguma coisa te chamou a atenção em especial? Acha que o lockout influenciou de forma determinante no que vimos em campo?

A virada dos Giants a partir da semana 14 foi algo sem precedentes. O time estava 7-7, jogando mal e ninguém acreditava sequer que pudesse ir aos playoffs. Sensacional o que ocorreu com o time de NY. Quanto ao lockout, acredito que a epidemia de contusões se deveu em boa parte à falta de preparação na offseason – algo que não deve acontecer agora.

Para este ano, quem acha que irá surpreender e/ou decepcionar na NFL?

Difícil dizer a essa altura… Seria um puro chute. E eu não sou o Lawrence Tynes! rs…

Aproveitando os seus dons paranormais, colabore conosco e chute, na lata, quais serão os times que estarão em New Orleans para o Super Bowl XLVII.

Packers e Patriots.

Ano passado você teve a felicidade de estar em Indianápolis. Há muita diferença de atmosfera em relação aos jogos de temporada regular que já havia acompanhado no local? Em que sentido?

A semana do Super Bowl é inteiramente especial. A cidade vive em torno disso, com centenas (mesmo!) de eventos. Vira uma espécie de Disney do futebol americano. Fiz até uma reportagem para a revista-guia Futebol Americano deste ano (em setembro, nas bancas).

Planos profissionais para esta temporada, no que diz respeito à cobertura do esporte?

Estou finalizando a 3ª edição da revista-guia Futebol Americano e, por enquanto, é isto. Quanto a comentar jogos na TV, não há nada definido ainda.

Conte algumas das novidades que o pessoal encontrará na já aguardada “Revista Futebol Americano” de 2012.

Além da análise dos 32 times, haverá matéria sobre os bastidores do Super Bowl, feita in loco por mim, dicas de como ver um jogo nos EUA, opiniões de especialistas, FA no Brasil… muita coisa!

Comparando com o seu início na função de comentarista de FA, dá para dizer que hoje é algo que te exige maior preparação para falar sobre o assunto publicamente? Ou essa evolução por parte dos espectadores, na qualidade de “entendedores”, não é tão acentuada quanto o volume de novos fãs que surgem?

Com certeza, eu tenho que me preparar, mesmo que seja para uma simples entrevista. O público fã da NFL é muito exigente. Aliás, é difícil “competir” com o torcedor que passa a semana toda lendo as notícias da sua equipe do coração, já que o comentarista precisa dividir seu tempo para os 32 times, e não só um. Mas damos um jeito! Rs…

Sobre o atual momento do FA no Brasil: progrediu em relação a um passado recente ou acha que corremos o eterno risco do “pouca teta para muitos famintos”, no que diz respeito à parte política?

Eu acho que ainda temos muito que progredir em todos os sentidos. Pelo menos as coisas parecem mais calmas, sem a troca de farpas que acontecia nas redes sociais algum tempo atrás.

Você conhece bem o GiantsBrasil e o nosso estilo de de conciliar humor com informações. Qual o seu recado aos que insistem em levar brincadeiras tão a sério e “futebolizar” a NFL no Brasil?

Olha, futebol americano é lindo, emocionante e provavelmente o esporte mais legal que existe. Mas é isso: só um esporte. Ele não deve definir nossas vidas. É uma burrice perder amigos ou se indispor com alguém só porque se torce para um time ou outro, ou porque você joga na Liga X ou no Torneio Y. Só para citar meu caso pessoal, quando acabaram as transmissões no BandSports, obviamente fiquei chateado. Algumas pessoas maldosas, inclusive, diziam que eu estava “desempregado”. Nada mais fora da realidade (aliás, o que o BandSports me pagava era quase “simbólico”, pagava minhas tubaínas depois dos jogos, rs…). Por mais que eu ame o esporte, não deixei que ele se transformasse na “minha vida”. Eu tenho uma carreira bem sucedida fora do futebol americano, assim como interesses, gostos, hobbies e muitas outras coisas que garantem desde meu sustento até minha satisfação pessoal. Se hoje a NFL acabasse, eu ficaria triste, claro. Mas amanhã estaria de pé me divertindo com outra coisa. Curling, provavelmente… rs!

Para finalizar, uma mensagem para os milhares de torcedores dos Giants espalhados pelo Brasil e também para toda a galera que curte a NFL, de todas as torcidas.

Cuidado com os Redskins! Boto muita fé no RGII! Rs! Abraços a todos!

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*Leia as nossas outras entrevistas, aqui.