Conhecendo o Adversário

Conhecendo o Adversário: Green Bay Packers

Crédito da Imagem: Jamie Squire/Getty Images)

Após cinco anos fora da pós-temporada, o New York Giants finalmente terá uma partida de Playoffs pela frente. No próximo domingo, dia 8 de janeiro, o time enfrentará um velho conhecido, o Green Bay Packers, no Lambeu Field. Esta situação traz boas recordações para os torcedores do Big Blue, que viram o time vencer partidas neste mesmo estádio nos playoffs dos dois últimos títulos conquistados pela franquia, nas temporadas de 2007 e 2011.

Apesar de ser o campeão da Divisão Norte da Conferência Nacional, o Green Bay Packers chega para a partida com um recorde inferior ao dos Giants, que acabou entrando como 5º seed, no Wild Card. O time dos Cabeças de Queijo terminou a temporada regular com 10 vitórias e 6 derrotas contra 11 vitórias e cinco derrotas do Big Blue. Entretanto, eles nos derrotaram na semana #5 por 23 a 16, também no Lambeu Field. Naquela partida, os Giants ainda não tinham engrenado, principalmente na defesa.

Mas mesmo com uma leve inferioridade nos números, o Packers é um time de respeito e que vem numa crescente dentro da competição, tendo vencido todos os seus últimos seis jogos. O QB Aaron Rodgers voltou a jogar em alto nível e isso deverá dificultar a vida dos Giants na corrida pelo quinto anel.

Ataque se escora em Aaron Rodgers

O ataque do Green Bay Packers tem armas perigosas, mas independente de quem esteja no campo, quem carrega o time é o QB Aaron Rodgers. Com muita precisão nos passes e frieza na tomada de decisões, ele é um jogador que dificilmente comete erros e que, com tempo no pocket, consegue causar estragos irreparáveis nos adversários. A linha ofensiva dos Cheeseheads colabora muito com essa situação, protegendo muito bem Rodgers e conseguindo, as vezes, quase 10 segundos de pocket limpo para que ele encontre os recebedores.

Um dos grandes problemas do time nesta temporada tem sido o jogo corrido. Os RBs Eddie Lacy e James Starks, que vinham cumprindo bem este papel em temporadas anteriores, sofreram com contusões durante todo ano. A situação foi tão ruim que o WR Ty Montgomery passou a atuar como RB para suprir a falta de jogadores. Além dele, o time contratou o RB Christine Michael, dispensado pelo Seattle Seahawks, e contou com o FB Aaron Ripkowski, que surpreendeu atuando como corredor.

No jogo aéreo, a maior ameaça continua sendo o WR Jordy Nelson, mas o time tem outras armas perigosas na posição, como Randall Cobb, Davante Adams e Jeff Janis e também nos TEs, com o veterano Jared Cook e Richard Rodgers. Todos eles exigirão atenção redobrada da secundária dos Giants.

Defesa inconstante e sofrendo com lesões

Antes conhecida como uma defesa feroz, a unidade dos Packers sofreu nesta temporada com lesões, o que a deixou inconstante. Ela terminou a temporada como a 22º pior defesa, cedendo média de 363.9 jardas por partida. É a segunda pior contra o jogo aéreo, atrás apenas da defesa do New Orleans Saints. Porém, é a oitava melhor contra o jogo corrido, cedendo menos de 100 jardas por jogo em média. Aqui, temos uma estatística interessante: tanto a defesa de Green Bay quanto a dos Giants roubaram a bola 25 vezes na temporada.

Os grandes nomes dessa defesa são o LB Clay Mathews, que é um pass rusher feroz mas que também consegue atuar pelo meio bloqueando corridas e defendendo passes, os DLs Letroy Guion e Mike Daniels, que criam muita pressão no meio da linha, os pass rushers Nick Perry e Jullius Peppers, e os jogadores de secundária, Damarious Randall, Quinten Rollings, Morgan Burnett, Ha Ha Clinton-Dix e Micah Hyde. Destes nomes, a atenção especial deverá ser com Clay Mathews e Nick Perry, que darão muito trabalho a Ereck Flowers e Bobby Hart ou Marshall Newhouse, dependendo de quem jogar, e Damarious Randall e Ha Ha Clinton-Dix, jogadores que Eli Manning deverá evitar em caso de marcações muito próximas, pois são excelentes interceptando passes.

Time de especialistas sem surpresas

O time de especialistas do Green Bay Packers não tem nenhuma surpresa. Nos retornos, Ty Montgomery, Randall Cobb e Micah Hyde são os mais perigosos, mas se bem cobertos não conseguirão ferir demais os Giants. Já chutando, o K Mason Crosby é um veterano muito eficiente e dificilmente irá errar uma tentativa durante a partida. Nos punts, o segundo anista Jacob Schum não é nada de excepcional, podendo proporcionar chances de retornos para Dwayne Harris, Bobby Rainey e Odell Beckham Jr.

A chave para a vitória dos Giants nesta partida é pressionar o QB Aaron Rodgers o tempo todo. Ele não pode ficar confortável nem tampouco ter 6~7 segundos de pocket limpo para procurar os recebedores. Se o pass rush do Big Blue mantiver o nível das últimas apresentações, a secundária dará conta do recado e impedirá os Packers de avançarem muito pelo ar. No jogo corrido, basta que o time mantenha as apresentações realizadas durante a temporada para forçar Rodgers a lançar muitos passes, facilitando a vida da secundária, principalmente por conta do frio intenso que deverá fazer no horário do jogo.

Outro fator que poderá ser determinante é o renascimento do jogo corrido dos Giants com o RB Paul Perkins. Contra o Redskins ele conseguiu 102 jardas em 21 tentativas, melhor marca de um corredor do Big Blue na temporada. O veterano Rashad Jennings também tem contribuído e pode fazer a diferença em um campo pesado e frio como será o Lambeu Field no próximo domingo.

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