História Completa

História dos Giants: Tentando Melhorar

Pressionado por imprensa e torcida, Wellington Mara estava desesperado para apagar o vexame dos últimos 15 anos e, mais especificamente, o da temporada anterior. Para isso, contratou George Young, ex-dirigentedos Colts. Dentre as missões de Young, estava a de reformular completamente a equipe, o que só poderia acontecer com a chegada de um novo quarterback. Para espanto geral, no draft daquele ano, o escolhido foi um jovem vindo de uma universidade minúscula, a Morehead State. Seu nome: Phil Simms. Após ter gastado o first pick com o jogador desconhecido, inúmeras vaias puderam ser ouvidas na torcida dos Giants, que gritava coisas como “Phill Who?” e outras críticas ao movimento feito. Ainda assim, o calouro conseguiu algumas boas performances em 1979, quase levando a equipe, depois de tanto tempo, à pós-temporada.

Chega a década de 1980 e o apelido de Simms muda para “Phill Boo”, em alusão às vaias que recebia após as diversas interceptações que lançou no seu segundo ano na NFL. O único momento importante do time, naquela temporada, foi uma vitória sobre o rival Dallas Cowboys, que provavelmente custou a ida deles a mais um Super Bowl.

Inconformado com a sua defesa, que cedeu inacreditáveis 425 pontos no ano anterior, Mara incumbiu Young de renovar o setor com jogadores de qualidade. Assim, com a segunda escolha do draft de 1981, foi escolhido um linebacker da modesta North Carolina, chamado Lawrence Taylor. E as mudanças foram imediatas. Eleito o melhor calouro e jogador de defesa já na temporada de estreia (algo inédito na história), L.T. comandou um setor que só permitiu 257 pontos aos adversários, liderando um grupo de linebackers que ficaria conhecido como “The Crunch Bunch“, formado por Taylor, Brad Van Pelt, Harry Carson e Brian Kelley. Após verdadeiras batalhas contra Cowboys e Eagles, o jovem time dos Giants finalmente chegava aos playoffs, após mais de uma década em branco. A equipe perderia o Divisional para o San Francisco 49ers, que viria a conquistar o Super Bowl daquela temporada, numa partida que foi de igual para igual até os instantes finais, quando a ótima equipe comandada pelo grande Joe Montana fez valer a sua experiência.

Em 1982, na tentativa de retornar à pós-temporada, os Giants se viram em situação complicada quando o QB Simms (renomeado para “Phill Ouch”, devido às suas várias contusões), lesionou o tornozelo e teve que ficar de fora de toda a temporada. Mesmo assim, por muito pouco os playoffs não se repetiram para o time. De qualquer forma, o treinador Ray Perkins resolveu pedir demissão para dirigir a equipe da Universidade do Alabama. Assim, foi promovido a head coach o então coordenador defensivo, Bill Parcels, o qual teve um ano desastroso na sua primeira temporada na função, com apenas 3 vitórias no campeonato. Young pensou seriamente em despedir o jovem treinador, mas, por fim, resolveu dar a ele mais uma chance, o que acabaria se mostrando a melhor decisão.

Simms recuperou a posição de QB titular em 1984, passando para 4.044 jardas e levando o time para a pós-temporada. Depois de uma emocionante vitória sobre o Los Angeles Rams, fora de casa, novamente o sonho de chegar a um Super Bowl pararia nos Niners de Montana, com uma derrota por 21-10 em San Francisco.

No ano seguinte, com a chegada do RB Joe Morris, o desempenho dos Giants foi ainda melhor. Chegando na pós-temporada, o time finalmente derrotou os 49ers, na primeira partida de playoff que jogaram em Meadowlands. Entretanto, a viagem para o Super Bowl mais uma vez foi adiada, com a derrota para os fortíssimos Bears, por 21-0.

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