História Completa

História dos Giants: Um Novo Tempo

Photo by USA Today

Com a saída do icônico Tom Coughlin do posto de head coach, foi escolhido, ou melhor, “promovido” pelos Giants, aquele que havia sido, pelos dois últimos anos, o seu coordenador ofensivo: Ben McAdoo, o qual, aos 39 anos de idade, se tornou um dos head coaches mais jovens de toda a liga.

Além de abrir uma nova página na história da franquia, a contratação de McAdoo não chegou a ser uma surpresa, afinal, mesmo com com o fraco retrospecto 6-10 do par de temporadas em que esteve em New York, o ataque por ele comandado teve números impressionantes, digno das equipes que se destacaram na NFL no período.

A escolha polêmica esteve justamente do outro lado da bola, com a manutenção do outrora aclamado Steve Spagnuolo, extremamente criticado por ter dirigido uma das piores defesas de toda a história da liga em 2015. Entretanto, numa prova de reconhecimento e admiração das famílias Mara Tisch por tudo o que fez nos dois anos em que esteve à frente da defesa novaiorquina (2007 e 2008), Spagnuolo recebeu mais uma chance para mostrar que ainda era capaz de se destacar, desde que tendo em mãos jogadores de alto calibre.

Nesse momento entrou em cena o também altamente criticado (e não sem razão) general manager Jerry Reese. Com a cabeça na linha de corte da guilhotina, o GM do Big Blue “foi às compras” logo que o mercado de free agents abriu, no mês de março. O foco não era segredo para ninguém: defesa, defesa…e defesa! Liderando a fila das novas caras, o DE Vernon Davis, o CB Janoris Jenkins e o DT Damon Harrison. Todos eles trazidos por um altíssimo valor, praticamente numa aposta de tudo ou nada por parte de Reese. Além deles, destaque para a renovação por mais um ano do acidentado porém talentoso Jason Pierre-Paul, numa espécie de contrato “mostre-me-se-ainda-for-capaz”. Para comprovar que os Giants não estavam nem um pouco dispostos a serem a vergonha defensiva do ano anterior, a primeira escolha do draft foi um cornerback, o jovem Eli Apple.

Desta forma, o que houve foi uma mudança absurda com relação ao passado recente. A defesa de NY, finalmente, recuperou a característica que tanto orgulha os seus torcedores, sendo um verdadeiro tormento para os ataques adversários, os quais, durante a temporada regular, em nenhuma oportunidade conseguiram passar de 29 pontos no placar. Dentre os diversos destaques, vale citar todas as estrelas citadas, que se tornaram dominantes nas suas funções, mas principalmente o segundo anista Landon Collins, por quem os Giants fizeram um arriscado trade no draft de 2015, e que só foi mostrar todo o seu potencial com um ano de experiência no currículo. Deixando de ser free safety para atuar como strong safety, Collins dominou o backfield durante todo o ano, com números que o tornaram, com toda a justiça, um All-Pro, seleção na qual recebeu a companhia do recém chegado Harrison. Com a mesma nomeação, porém, para a segunda equipe, juntaram-se a eles Vernon, Jenkins, Dominique Rodgers-Cromartie Odell Beckham Jr.

Photo by Brad Penner

Liderados por essa defesa, os G-Men terminaram a temporada regular com uma respeitável campanha de 11-5 (a melhor desde 2008), garantindo uma vaga para os playoffs, algo que não acontecia desde a temporada de 2011, quando a equipe conquistou o seu último Super Bowl. Os Giants passaram para a pós-temporada com uma vaga de wild-card, ficando atrás na Divisão apenas dos Cowboys (13-3). Mas vale destacar que, dessas três derrotas de Dallas, duas foram graças a New York, que encontrou uma forma de barrar os jovens talentos do rival que nenhuma outra equipe da liga conseguiu durante o ano.

Em contrapartida, a outra surpresa, esta, negativa, ficou por conta do ataque. Mesmo com Beckham em mais um ano espetacular, os Giants não conseguiram dar continuidade àquilo que se esperava deles e que foi o principal motivo para McAdoo ter sido o escolhido para comandar a equipe. Foram vários os jogos em que, mesmo vencendo, o ataque encontrou enormes dificuldades para anotar míseros 20 pontos no placar. É fato que Eli Manning passou longe de ter atuações dignas do grande quarterback duas vezes MVP do Super Bowl, fato esse que, compreensivamente, fez com que muitos passassem a questionar se o QB ainda tem condições de atuar em alto nível. Contudo, a falta de proteção proporcionada por sua linha ofensiva (destaque para as inúmeras falhas do LT Ereck Flowers e para o nível, se muito, mediano de Marshall Newhouse, John Jerry Bobby Hart), somada à ausência de um tight end capaz de bloquear e receber passes decisivos, contribuíram demais para o baixo rendimento de Manning, o qual, vulnerável, passou grande parte dos jogos fazendo lançamentos apressados e sem precisão.

Imagem: Giants.com

Infelizmente, especialmente por conta dessa inépcia ofensiva, a campanha nos playoffs foi curta, durando apenas uma partida, já que os Giants foram derrotados logo de cara para os embalados Packers, os quais, depois de um início de jogo bastante tenso por conta da força da defesa novaiorquina, conseguiram se impor no decorrer do jogo, tornando-se o primeiro time a anotar mais de 30 pontos contra os Azuis nesta temporada.

Porém, mesmo com o sabor amargo da eliminação, a temporada foi muito positiva para o Big Blue, resgatando o sentimento de orgulho por parte da torcida que há muito tempo havia sido esquecido.

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