Os Alvos de Manning

Fonte da imagem: Getty Images
Eli Manning deixou bem claro que espera muitas surpresas vindas da defesa dos Patriots. O head coach rival (e ex-coordenador defensivo dos Giants), Bill Belichik, é um especialista em estratégias e em variações no esquema. “Toda vez que você enfrenta os Patriots, pode esperar por novidades. Da última vez que jogamos (em novembro passado), eles mostraram muita coisa diferente nos esquemas da defesa. Foi assim também quando nos enfrentamos pela última vez em um Super Bowl, quando eles trouxeram algumas táticas surpreendentes“. De acordo com o quarterback, a equipe de New England tem uma capacidade incrível de alternar o posicionamento da defesa durante os jogos; uma hora atuando no 4-3, outra, no 3-4, com diferentes desenhos. Para isso, o estudo e a preparação de New York vem sendo de uma intensidade absoluta, para que, na expectativa da comissão técnica, a equipe possa aprender pelo menos 90% dos esquemas dos Pats, até a próxima segunda-feira, data de embarque para Indianapolis.
Mas Manning sabe muito bem que não estará desamparado nessa briga. Ao contrário: ele terá no Super Bowl XLVI aquele que já vem sendo considerado um dos melhores esquadrões de receivers de toda a NFL, com Hakeem Nicks, Victor Cruz e Mario Manningham.
“Nós estamos nos preparando para enfrentá-los como nunca fizemos antes“, declarou Manningham. “Eu acho que uma das nossas maiores vantagens foi o fato de Ahmad (Bradshaw) e Hakeem (Nicks) não terem jogado na partida anterior em New England“.
Falando em Nicks, ele não treinou ainda nesta semana, por precaução, devido a uma lesão que sofreu no ombro, na vitória sobre os 49ers. Já o running back Bradshaw continua no planejamento dos médicos da franquia, praticamente só descansando e treinando uma a duas vezes por semana, para não prejudicar a recuperação do seu pé fraturado durante a temporada.
Outro que sente dores, mas que também garante não ter problemas para jogar o SB, é Cruz. “Eu ainda estou um pouco dolorido, depois do último jogo“. Após conquistar 142 jardas em 10 recepções em San Francisco, o #80 acha que passou por uma prova de fogo. “Foi uma verdadeira guerra. Então, se a gente conseguiu superar aquela defesa fortíssima, tenho certeza que poderemos jogar bem contra qualquer adversário“.
Ao contrário do confronto de duas semanas atrás contra os Packers, desta vez, os receivers de New York não estão comentando aos quatro ventos sobre grandes oportunidades de tirar proveito sobre a secundária do oponente (na ocasião, apesar de ter a melhor campanha da Liga, Green Bay tinha a pior defesa em jardas cedidas). Cruz afirmou que eles têm assistido vários vídeos dos Patriots, para tentar compreender melhor a forma com que é feita a cobertura no rival, e lembrou ainda que, no confronto da temporada regular, o ataque dos Giants conseguiu algumas grandes jogadas.
“Nós adoramos fazer big-plays“, disse Manningham. “Às vezes, até brincamos entre nós sobre quem fará a primeira grande jogada de uma partida. Essa é a maneira de ser do nosso grupo de receivers“. Para finalizar, o #82 traçou um paralelo com os jogadores da posição que conquistaram o Super Bowl XLII: “Não estou dizendo que eles tinham menos fome do que nós, mas sinto que somos famintos porque somos muito jovens e nunca tínhamos chegado até aqui. Nenhum de nós havia disputado uma partida de playoff até esta temporada. Sinto como se todo mundo soubesse quem somos nós, a partir de agora“.
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