DRAFT 2018 New York Giants

Tudo o que você precisa saber sobre as escolhas do Giants

Photo by Adam Hunger for USA TODAY Sports

O draft acabou, porém, ainda rende muitas notícias, lágrimas, alegrias e reclamações. Seja como for, é um evento único que vale a pena acompanhar os jogadores durante todo o processo de iniciação até a escolha (draft day, baby rs), é bem legal, algumas pessoas costumam gostar tanto de seus prodígios  que continuam a torcer por seus jogadores.

Talvez seja isso o principal fator que gerou inúmeras reclamações e discussão entre a torcida do maior de New York, pois durante alguns meses torcedores de uma mesma franquia “duelaram” com “unhas e dentes” por suas escolhas e quais seriam os melhores caminhos para a franquia, porém, a briga acabou, o draft se foi e nada vai mudar as escolhas.

Quanto ao lado derrotado, resta torcer pelos jovens jogadores que chegaram, assim quanto ao lado vencedor, ou seja, voltamos a ser uma única torcida que deseja ver o New York Football Giants mais forte e competitivo.

Falo isso com tranquilidade porque a nova diretoria tinha a impossível missão de agradar todos – donos da franquia, torcedores, especialistas e talvez a cidade com a imprensa mais presente em todo território americano – com algumas escolhas.

Para isso, o Giants tinha as seguintes picks:

  1. Round 1, No. 2 overall
  2. Round 2, No. 34 overall
  3. Round 3, No. 66 overall
  4. Round 3, No. 69 overall
  5. Round 4, No. 108 overall
  6. Round 5, No. 139 overall

No primeiro dia de draft (26/04 – quinta feira) a franquia iniciou sua temporada escolhendo nada mais e nada menos que o melhor jogador desse draft, Saquon Barkley (RB, Penn St.).

SAQUON BARKLEY(RB, PENN ST.) – 1º Round, nº 2

Photo by Rich Barnes-USA TODAY Sports

Vou começar com cinco curiosidades para vocês entenderam o impacto que esse jogador pode ter (e terá):

  • Ahmad Bradshaw foi o último RB no Giants que correu mais de mil jardas em uma temporada, isso foi em 2012;
  • o GM Dave Gettleman deu uma nota para ele de 9.0, até então só Peyton Manning tinha recebido essa nota anteriormente;
  • Sam Darnold, Josh Rosen e Saquon Barkley vão estar eternamente ligados pela história, seja qual jogador brilhar ou fracassar, fatalmente essa escolha irá marcar a carreira do General Manager Genttleman e dos outros jogadores;
  • A própria franquia criou uma pagina dedicada ao draft, principalmente, a primeira escolha do draft, lá tem fatos, relatórios, fotos e entrevistas que não é comum um torcedor saber, vale a pena conferir. Para ver o especial completo, clique aqui;
  • A última que também nessa semana, o jogador virou pai, sua filha nasceu com o nome de Jada Clare Barkley.

Na carreira no college que começou em 2015 ae foi até 2017 foram 3843 jardas corridas e 43 touchdowns, uma média de 5.7 jardas por corrida em três anos, sem contar as 2359 jardas após o contato (segundo o Pro Football Focus) (F.R.E.A.K.).

Além disso, sabe usar muito bem as mãos, foram 1195 jardas e 8 touchdowns.  Também participou como retornador com 15 retornos para 426 jardas e 2 touchdowns.

Não tem muito o que falar do jogador, ele sabe executar rotas muito bem, sabe bloquear com eficiência (mas vai ter que trabalhar melhor esse fundamento porque os jogadores rivais da NFL são mais rápidos e melhores), tem um ótimo trabalho com os pés, sabe receber a bola muito bem além de ser um PLAYMAKER de proporções maiores até mesmo que Odell Beckham Jr.

Entretanto, é interessante destacar alguns defeitos (sim, existem)… O jogador tem um péssimo habito de dar voltar e retornar algumas jardas quando seu caminho está bloqueado, isso na NFL é um erro grave que pode gerar perdas de jardas. Outro fato interessante são os cortes do jogador faz em velocidade, ele troca de direção com uma facilidade inexplicável. sem quais quer lógicas ele está indo para direita e de repente vai para a esquerda, não tem possibilidade do joelho dele aguentar esse tipo de jogada o resto da vida, por isso, todo mundo que analisou o jogador no draft sabe que um trabalho de força deve ser feito aí, principalmente, tirar esse vício mecânico do jogador para que não force tanto o joelho.

Vale destacar também que eu acredito fielmente que Pat Shurmur, head coach do Giants, terá aquela dor de cabeça boa, porque provavelmente ele montará novas jogadas, novos estilos de chamadas por causa do Barkley, principalmente, por aquilo que ele pode fazer e aquilo que não pode fazer, também vai impactar diretamente o ataque, sem contar o impacto nos números e jogo de Eli Manning.

Digo isso não de maneira infundada ou torcendo as mãos para que um milagre aconteça, muito pelo contrário, é lógica. Caso Barkley  esteja em campo, uma jogada com fake run já desvirá toda atenção dos LB’s para marcar a corrida e também da secundária que fatalmente irá ficar mais próxima das trincheiras, liberando espaço no fundo do campo para um passe longo.

Como eu sei que vocês gostam de ver na prática, separei uma jogada do Barkley em Penn State. Reparem o quarterback, Trace McSorley, abusou durante toda a temporada de jogadas como read option, play action e fake run.

Reparem essa jogada:
1º – Barkley faz uma rota de corrida para esquerda.

https://www.sbnation.com/college-football/2016/12/1/12907200/trace-mcsorley-penn-state-quarterback
Photo by sbnation.com

2º – McSorley segura a bola para fazer o read option e aguarda o melhor desfecho (se a corrida poderá ser com o Barkley ou com ele). Olhem o LB abaixo, completamente cego, mesmo sendo o marcador da corrida (seja ela com o McSorley ou com o Barkley) ele fica olhando apenas o Barkley.

https://www.sbnation.com/college-football/2016/12/1/12907200/trace-mcsorley-penn-state-quarterback
Photo by SBNATION.com

No final, a jogada escolhida foi uma corrida pela direita feita pelo próprio McSorley.

https://www.sbnation.com/college-football/2016/12/1/12907200/trace-mcsorley-penn-state-quarterback
Photo by SBNATION.com

3º – Eu tenho certeza que vão falar: “mas Lennon, Eli Manning não corre desse jeito”. Sim, eu sei. Porém, selecionei essa jogada apenas para demonstrar o quão foi fácil usar a cobertura das corridas para enganar a defesa, o Giants poderá fazer o mesmo mas com outro tipo de jogada, por exemplo, o play action que Eli Manning que esse, ele tem capacidade para fazer.

Basicamente é isso, o Giants não entregou seu futuro, também não quer dizer que acredita no football do Giants, a nova diretoria apenas acreditou no potencial que o Barkley pode trazer para a franquia a curto e a médio prazo. Vejam a venda das camisas, por exemplo, Barkley já está liderando desde o dia do draft.

Todavia, quero deixar claro que isso não significa que eles ficaram com Eli Manning mais dois ou três anos, muito pelo contrário, a preocupação existe e todos os meios vão ser procurados. A franquia poderá pagar caro por não ter pego agora um QB? Claro que pode, porém, só o tempo irá dizer.

 

WILL HERNANDEZ (OG, UTEP) – 2º Round, nº 34

Photo by Courtesy of UTEP Athletics

Após draftar o melhor corredor do draft, nada mais razoável que preparar o “caminho” para o jogador com uma boa linha ofensiva, talvez esse seja um dos problemas mais graves na franquia em anos de existencia e, por isso, Hernandez é visto com olhos esperançosos.

O jogador estava cotado para sair ainda no primeiro round mas acabou caindo para o segundo round, tal escolha representou um baita steal da franquia porque certamente o jogador já chega, aparentemente, pronto para ocupar uma vaga de offensiva guard.

No mais, posso garantir que a técnica com as mãos dele é apurada, além de ter bom físico para brigar nas trincheiras com defensores maiores, ou seja, não tinham nomes melhores para ser selecionados aqui. Os braços do jogador são um pouco menores do que a média comum mas acredito que não será um problema.

Já o impacto do elenco é imediato. A dúvida é uma apenas, em qual lado? Hernandez jogou como guard esquerdo durante toda carreira, porém, na free agency, a franquia trouxe o guard, Patrick Omameh que apesar de ter jogado em ambos os lados do campo tem uma preferência pelo esquerdo.

Não acredito que isso será um problema e certamente algum irá cair para direita. O fato é que os dois serão titulares e Giants terá uma profundidade de elenco razoável porque ainda tem a disposições nomes como: John Jerry, John Greco e Jon Halapio.

 

LORENZO CARTER (EDGE, GEORGIA) – 3º Round, nº 66

Photo by Dale Zanine-USA TODAY Sports

4.5 segundos. Esse foi o tempo do Carter no combine da NFL. Sua principal arma é um atletismo fora de série. Caso vocês, caros leitores, procurem os números do jogador vão observar apenas 14 sacks em quatro anos, porém, o que chamou total atenção de diversas franquias foi a habilidade do jogador para marcar corridas antecipadamente com tackles cruciais para perdas de jardas, foram 21.5 tackles para perda de jardas.

Logo, o Giants procurou jogadores que consigam parar corridas e aplicar técnicas de pass rusher, ou seja, o dinamismo atlético do jogador será usado para colocar pressão no QB do time adversário e isso ele sabe fazer muito bem, isso porque o jogador tem experiência para jogar tanto como OLB na formação defensiva 3-4 e como DE na formação defensiva 4-3 sendo uma ótima oportunidade para entrar nas sitações contra passes.

Carter será uma excelente ferramente nos times especiais e com certeza servirá no sistema de rotação com Kareem Martin e Olivier Vernon.

 

B.J. HILL (DT, N.C. STATE) – 3º Round, nº 69

Photo by Brynn Anderson, Associated Press

Hill é um jogador com enorme potencial e mesmo sendo um jogador, que está em uma das posições mais consolidadas da franquia, leia-se com grandes nomes, isso não quer dizer que ele será reserva.

Digo isso porque ele sabe fazer jogadas em quaisquer lados da linha ofensiva além de ter um trabalho de pés excelente para explodir em direção ao corredor do time adversário, ou seja, um poder de antecipação da jogada digno de profissional.

Uma escolha que não caiu muito no meu gosto (pessoalmente, é claro) devido ao fato dele ter fortes dificuldades para desenvolver movimentos de pass rusher e jogou ao lado de Bradley Chubb durante toda a carreira, com certeza isso permitiu que ele fizesse suas jogadas com mais facilidade.

Além do mais, precisamos de jogadores em outras posições. Entretanto, independente dos defeitos é necessário citar que ele provavelmente será uma espécie de Nose Tackle na linha defensiva fazendo algo similar que Damon Snacks Harrison fazia em 2017.

Ao meu ver, com esse movimento a franquia deixou claro que precisará de rotação entre seus jogadores de elenco.

 

KYLE LAULETTA (QB, RICHMOND) – 4º Round, nº 108

Photo by Patrick Semansky

Essa escolha não foi do melhor jogador disponível mas acredito fielmente que foi uma escolha do head coach Pat Shurmur. Apesar de ter um trabalho imensamente conhecido com QB’s, acho que Shurmur se precipitou um pouco com essa escolha, novamente, a franquia repleto de buracos e mais um reserva, eu acredito que só iria atrapalhar o desenvolvimento do Webb no time, mas eu acredito em Shurmur, então espero que ele desenvolva o melhor trabalho possível no jogador.

Lauletta irá disputar a vaga de QB reserva contra Webb, suas semelhanças são comparadas com o físico do QB Jimmy Garoppolo, porém, existem fortes preocupações quanto a força do braço do jogador para lançar justamente por isso os números não pulam os olhos já que foram 63.4% dos passes completos para 73 touchdowns e 35 interceptações.

A maioria dos relatórios técnicos dos scouts apontam um atletismo aumentado com a capacidade de sair do pocket com facilidade e mesmo assim mantendo os olhos no fundo do campo. Valorizam muito o release do jogador, como ele solta a bola rapidamente, os relatórios dizem que sua técnica é limpa e não tem muito o que alterar quanto a isso, porém, apontam também que Lauletta precisa conhecer mais sistemas de jogadas para quarterback e o sistema utilizado em Richmond é muito distante da realidade da NFL, isso certamente causará imensas dificuldades ao jogador.

 

R.J. MCINTOSH (DT, MIAMI) – 5º Round, nº 139

Photo by Jeremy Brevard-USA TODAY Sports

Os relatórios dos scouts apontam que o jogador tem um corpo verdadeiramente atlético, muito parecido com um corpo de offensive tackle da NFL, por isso, os seus serviços de defensive tackle são mais rápidos que o normal somados a uma excelente uso das mãos para abrir gaps e dar tackles com perdas de jardas, acredito que isso tenha sido o fundamental para essa escolha.

Por outro lado, por não ter um peso tão pesado, é constantemente alvo de marcações duplas e bloqueios, principalmente, de offensive guards. Ele vai precisar ganhar um pouco de peso e trabalhar sua visão técnica do fundo do campo para não se perder nas corridas dos adversários.

O legal dele é que o jogador representa uma verdadeira aposta.

Digo isso porque ele ficará como DT ou NT, porém, também poderá jogar como defensive end de uma formação 3-4, um pouco diferente daquela convencional que parte em direção ao QB.

Esse tipo de defensive tackle tem crescido muito na NFL, aquele DT maior e não tão rápido como um defensive end mas que consegue acionar jogadas de pass rusher, o melhor exemplo para a posição é Aaron Donald. Prova que essa tendência tem ganhado força na NFL é constante valorização que os offensive guard’s que estão ganhando contratos cada vez maiores e mais próximos dos offensives tackles.

Por fim, se você usa o twitter como plataforma para ficar perto do dia dia dos jogadores, a própria franquia facilitou isso para vocês, seguem os twitter de todos os jogadores dratados.

UNDRAFTED ROOKIE FREE AGENT

A franquia começou muito bem esse passo. Foi atrás das necessidades do time e reforços para outras posições. Provavelmente, 90% desses jogadores nem continuem no time mas caso a comissão consiga achar algum talento, valerá muito a pena.

Meus detaques ficam para Grant Haley (CB, Penn St.), Tyrell Chavis (DT, Penn St.) e Aaron Davis (CB, Georgia). São os mais regulares de todos os nomes apresentados até agora.

  • Sean Chandler, S, Temple;

  • Davon Grayson, WR, ECU;

  • Aaron Davis, CB, Georgia;

  • Jawill Davis, WR, Bethune Cookman;

  • Nick Gates, OT, Nebraska – confirmado por nj.com, clique aqui;
  • Grant Haley, CB, Penn State – confirmado por nj.com, clique aqui;
  • Tae Davis, LB, UT-Chattanooga;

  • Evan Brown, Center, Southlake Carroll;

  • Stephen Baggett, TE, ECU – confirmado por nj.com, clique aqui;
  • Dajuan Drennon, DE, North Carolina – confirmado por nj.com, clique aqui;
  • Rob Martin, RB, Rutgers;

  • Mark Korte, OL, Canada – Convidado para participar do rookie minicamp;

  • Jackson Bennett, S/LB, Canada – Convidado para participar do rookie minicamp;

  • Thomas Sirk, QB, Duke – Confirmado pelo newsobserver.com, clique aqui;
  • Tyrell Chavis, DT, Penn St. – Confirmado pelo pennlive.com, clique aqui;
  • James Cklark, WR, Virginia Tech  Convidado para participar do rookie minicamp.

 

É isso, galera. Conte para nós o que achou do draft do Giants nos comentários. Vamos debater quais devem ser os próximos passos.

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