Depois de uma semana de treinamentos e vários debates sobre a equipe, estamos perto de nosso primeiro jogo na temporada contra os Bills pelo Hall of fame game. Diante disso tudo, uma coisa ainda chama muito atenção: o novo ataque dos Giants.



Depois de uma década com Eli Manning recebendo comandos do recém aposentado Kevin Gilbride, tanto Eli quanto os Giants se deparam agora com uma nova voz de comando em Ben McAdoo. Mesmo com tantas novas contratações nesta temporada, McAdoo tem sido um dos destaques do Training Camp – seu novo ataque, novos comandos, novos treinamentos. Todos, não apenas nosso quarterback, têm escutado tudo que o novo coordenador diz, a fim que a equipe possa ter uma temporada melhor depois do fiasco da temporada passada.

Vários analistas, tanto da ESPN, da MMQB e da NBC se juntaram e fizeram uma lista com 10 observações nesta primeira semana sobre o novo ataque dos Giants, agora nas mãos de McAdoo, vamos a ela:

1 – um esquema bem projetado – Rotas rápidas e curtas. Este ataque é projetado para tirar vantagem de playmakers. Ele foi projetado para tornar a vida mais fácil para os wide receivers, quarterback e linha ofensiva. Os receptores não têm várias opções de mudanças de rotas. O quarterback lança a bola mais rápido e leva menos hits. A linha ofensiva não precisa segurar o bloqueio por um grande tempo. O esquema de McAdoo faz todo o sentido, especialmente na NFL de hoje, onde as regras são concebidas para favorecer os playmakers ofensivos.

2 – é rápido, muito rápido – Os Giants estão correndo para o huddle, todos ao mesmo tempo. “Vamos! Vamos! Vamos!” é um refrão comum durante os treinos. Lá se vai os antigos momentos em que o ataque jogava lentamente, com Manning controlando o relógio nos snaps, deixando o jogo mais cadenciado. Pode não ser o ataque ultra veloz de Chip Kelly, mas McAdoo acelerou o ataque dos Giants consideravelmente.

3 – Bom para Eli – O novo ataque fez Manning sair de sua zona de conforto. Ele está sendo convidado a se livrar da bola mais rápido, mudar seu footwork e aprender uma linguagem completamente nova. Depois de 10 anos no mesmo ataque e uma temporada horrível em 2013, um novo ataque pode ser apenas o “que o médico receitou”. Basta perguntar ao quarterback de San Diego, Philip Rivers, que teve um dos melhores anos de sua carreira em 2013 após mudanças semelhantes.

4 – Ideal para os WRs – O ataque de McAdoo parece perfeito para os grandes receptores no plantel. Victor Cruz, Odell Beckham (quando finalmente estiver saudável) e Jerrel Jernigan são jogadores conhecidos por produzirem muitas jardas depois de receberem a bola, e em um ataque em que a ideia seja colocar rapidamente a bola nas mãos dos recebedores, o encaixe é perfeito. E Rueben Randle que é conhecido por conseguir recepções com marcação em cima dele, utilizando sua altura, é um complemento perfeito aos seus companheiros. Para esse grupo, o novo ataque deverá funcionar muito bem.

5 – Será melhor ainda para Cruz – Cruz, em particular, deve prosperar neste novo sistema. Ele já parece recebendo bolas e dominando nos treinamentos, mostrando uma ótima química com Manning. Em 2011 e 2012 ele recebeu mais de 80 passes, em 2013 ele estava perto de 83 recepções antes de se lesionar no fim da temporada. Não é difícil de imaginar 100 recepções para Cruz no esquema de McAdoo, onde a capacidade de Cruz para mudar de direção durante a rota vai ajuda-lo ainda mais.

6 – Prepare-se para screens pass Pelo menos um passe em screens tem acontecido durante cada treinamento. E não ache que é apenas o tradicional screens para running backs, os Giants tem trabalhado com rotas assim também para os wide receivers. Para os torcedores que sempre reclamavam falta de diferentes jogadas no antigo sistema, prepare seu coração para novas emoções.

7 –  É incompatível com os jogadores da linha ofensiva – Enquanto o grande talento na posição de WR pode ser o ideal para sistema ofensivo do McAdoo, para a linha ofensiva não parece ser a mesma situação. A linha ofensiva foi construída com base em um forte ataque corrido, com JD Walton como center e Brandon Mosley e Geoff Schwartz como guards, com nenhum deles sendo conhecidos por sua velocidade. Um ataque baseado na West Coast é conhecido por seus jogadores de linha ofensiva mais atléticos, que muitas vezes pede para os jogadores do interior da linha puxarem os bloqueios nas jogadas em screens e principalmente os bloqueios para os recebedores com os passes mais rápidos. A linha ofensiva que tem treinado como titular está longe desse padrão.

8 – 70% de aproveitamento no passe, será? –  O novo treinador de quarterbacks, Danny Langsdorf, disse ao mundo que o objetivo é fazer com que Manning complete 70% de seus passes nesta temporada. Parece ridículo dado a precisão esquizofrênica de Manning ao longo de sua carreira. Mas pode não estar longe disso. Como o grau de dificuldade nos passes Manning vai ser menor, pensarmos em um número acima de 60% é um número realista, mesmo que por um lado, a média da carreira de Manning seja menos que 60%, então teríamos uma bela mudança para nosso quarterback.

9 – Várias rotas para os RB – Os running backs dos Giants serão bastante usados como recebedores no novo sistema. É por isso que é tão importante ter David Wilson saudável no elenco, pois é um bom recebedor. Além das screens, McAdoo está pedindo a seus running backs para executar todos os tipos de rotas. Às vezes, eles estão quase sendo utilizados como wide receivers. Jennings e Hillis fizeram recepções nos últimos treinos, e também tem feito várias rotas durante as jogadas. Este ano os RB terão de aprender toda a “árvore do rotas” da equipe.

10 – TEs estão em toda parte – Os tight end dos Giants “podem não ser o grupo mais versátil já montado pela equipe”, mas eles estão sendo utilizados em todo o campo. Eles estão junto a linha ofensiva, na lateral do campo, no slot, no backfield como um running back, no backfield como fullback ou em outro lugar. Você nunca sabe onde você verá um dos tight ends dos Giants no ataque de McAdoo.

 *Fonte, aqui.


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