Depois de muita emoção, para variar, os Giants saíram de campo com uma vitória no duelo contra o rival Dallas Cowboys. Momento especial para Tom Coughlin, que chegou à vitória de número 100 em temporadas regulares como treinador dos Giants. Mas, apesar da vitória, os torcedores e principalmente a equipe dos Giants, devem manter os pés no chão, sobretudo com as partidas difíceis que teremos nas próximas semanas contra dois dos melhores quarterbacks da liga.



Foi o clássico “venceu, mas não convenceu” a que estamos acostumados e são vários os pontos que devem ser observados.

Rotação de running backs

Mais uma vez vimos essa bagunça na rotação de running backs. Da mesma forma como aconteceu na partida contra os EaglesRashad Jennings vinha correndo bem. Depois entra Andre Williams, depois Orleans Darkwa, depois Shane Vereen. Todos executando a mesma função, por assim dizer. Certo que a entrada do Darkwa foi um fator surpresa e, como gostamos de ver, anotou um lindo touchdown depois de quebrar vários tackles. O que me preocupa (e acho que muita gente partilha desse sentimento) é que esse touchdown e aquela ótima corrida do Vereen, que deixou os Giants perto do TD, façam com que a comissão dos Giants ache que essa rotação está funcionando, porque não está.

Os Giants devem respeitar as características de seus running backs e deixar seus papéis pré-estabelecidos, como era antes (Jennings em situações de primeira e segunda descidas; Williams quando estiver faltando aquela 1 jarda ou meia jarda para o first down ou touchdown; Vereen como uma opção fora do backfield em situações de passe; o Darkwa podendo revezar com o Jennings em situações que pedem uma corrida mais longa).

Mais uma partida apagada no jogo aéreo

Como queríamos poder dizer que vencemos por causa dos lindos passes e recepções para touchdown. Não foi o que aconteceu. Deve-se reconhecer que, em partes, foi pelo fato de os Giants não terem ficado tanto tempo com a posse da bola. Foram 21 minutos e 56 segundos contra 38 minutos e 4 segundos de posse dos Cowboys.

Mas, quando tiveram oportunidade, não mostraram serviço. Digo isso sobre situações de red zone, que, no fim das contas, é o que importa. O que dizer daquele drive magnífico que começou com os Giants contra a parede, na linha de 1 jarda? Um lindo passe de Eli Manning, uma linda recepção do Rueben Randle com uma mão para um ganho de 44 jardas, contando com uma excelente corrida do Vereen para nos deixar perto do touchdown, para depois termos que nos contentar com o field goal de 34 jardas convertido por Josh Brown. Comparável a encontrar um pote de sorvete na geladeira e descobrir que tem feijão dentro. E, infelizmente, é algo recorrente nos Giants, o que nosso amigo Lucas chama de “Maldição Gilbride”. O nosso aproveitamento na red zone há tempos está entre os piores da liga e isso precisa ser urgentemente melhorado.

Defesa sofre com o jogo terrestre

Os números não mentem: os Cowboys tiveram 27 first downs (14 com o jogo terrestre) e 460 jardas totais (233 com o jogo terrestre). Sem desmerecer o ótimo trabalho da excelente linha ofensiva dos Cowboys e do inspirado Darren McFadden, mas o fato é que a defesa dos Giants teve grande parcela de culpa nesses grandes números registrados pelos adversários. A defesa dos Giants praticamente viu de camarote o jogo corrido dos Cowboys atuar. McFadden fez o que quis e terminou a partida com 29 carregadas para 152 jardas e 1 touchdown. As razões para as más atuações são inúmeras, mas isso caberia numa análise mais aprofundada, que não é o que farei aqui.

Dominique Rodgers-Cromartie brilha na fraca secundária

Ontem Dominique Rodgers-Cromartie mostrou porque recebe US$ 7 milhões por ano. Foram duas interceptações, sendo uma retornada para touchdown, o que não acontecia desde 2013, quando jogava pelo Denver Broncos. Mas nem tudo são flores. Também vimos uma fraca atuação do resto da secundária, onde tivemos o Jayron Hosley mais uma vez perdido em campo, levando baile dos recebedores de Dallas. A prova disso foi o lance da segunda interceptação sofrida pelo Matt Cassel. A bola longa destinada a Terrance Williams só não parou nas mãos do receiver porque Brandon Meriweather apareceu para fazer a interceptação, num lance em que Hosley estava totalmente batido. Sorte dos Giants. Mas é evidente que o Prince Amukamara faz falta, e muita, para a secundária dos Giants. Também tivemos situações em que a bola longa chegou ao destino, incluindo o touchdown anotado por Devin Street, que empatou a partida em 20 pontos.

Destino? Dwayne Harris algoz

Logo depois do empate dos Cowboys, que colocaria fogo no jogo, o retorno de kickoff de Dwayne Harris para 100 jardas e touchdown. Quis o destino que o primeiro retorno de kickoff para touchdown da carreira de Harris fosse contra seu ex-time. O lance mudou o destino do jogo. Para não ficar só destacando os aspectos negativos, há de se reconhecer que foi uma excelente partida do special teams, que mostrou o que é trabalhar em equipe. Para fechar com chave de ouro a atuação do setor, um ótimo chute do Brad Wing e o Myles White recuperando um muffed punt sofrido por Cole Beasley, selando a vitória dos Giants.

De um modo geral, vencemos por erros do adversário e por boas atuações individuais. Mas os Giants precisam jogar mais como uma equipe, sobretudo nos próximos confrontos em que enfrentarão Drew BreesJameis WinstonTom Brady. É preciso melhorar muito e mudar a postura do time em campo, pois nem sempre vamos poder contar com falhas dos adversários, e uma equipe que quer chegar aos playoffs precisa agir como uma equipe de playoffs… e cá entre nós, os Giants estão bem longe disso.

Placar Final: New York Giants 27 vs 20 Dallas Cowboys
*Melhores momentos, aqui.


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