Num jogo repleto de emoções, erros de ambas as defesas e muita polêmica no final, o New York Giants foi derrotado pelo New Orleans Saints, na Louisiana, por 52 a 49. O jogo escancarou os problemas na defesa do Big Blue e também serviu para despertar o adormecido ataque do time. No final uma penalidade que não deveria ter sido marcada posicionou o time adversário para chutar um Field Goal de 50 jardas e decretar a quarta derrota do time de New York na temporada.



  • A defesa não apareceu para o jogo

Erros infantis de leitura e de posicionamento marcaram o jogo do Giants contra o Saints, Em dois dos Touchdowns marcados pelo adversário, ambos os safeties estavam no box tentando pressionar o quaterback Drew Brees, que se aproveitou da falha primária e soltou passes rápidos em rotas slants (diagonais pelo meio do campo), achando Brandin Cooks e Marques Colston em duas pontuações fáceis, sem marcação, onde os wide receivers apenas tiveram que correr livres para a End Zone.

Mais uma vez a linha defensiva falhou em criar pressão e conquistar sacks, mais uma vez Damontre Moore cometeu falta infantil atingindo o QB adversário depois do lançamento e mantendo viva uma campanha perdida dos Saints e, finalmente, mais uma vez o time não conseguiu segurar o jogo corrido e os passes curtos do adversário. Não sabemos como está Jason Pierre-Paul, mas se ele estiver jogando metade do que ele sabe, deve voltar imediatamente ao time, para tentar melhorar um pouco a pressão. Ao mesmo tempo, algo precisa ser feito em relação às lesões no corpo de Linebackers. Não podemos perder dois titulares e os reservas não conseguirem suprir as ausências pelo menos minimamente.

Em tempo, a única coisa boa que a defesa mostrou foi que Dominique Rodgers-Cromartie conseguiu interceptar o QB Drew Brees uma vez e forçar um fumble do wide receiver Willie Snead, que o CB Trumaine McBride recuperou e carregou 63 jardas para o touchdown, o único do jogo que não foi via passe de um dos QBs.

  • Ataque finalmente resolveu explodir

Durante a semana, Odell Beckham Jr. deu entrevistas afirmando que faltava pouco para o ataque do Big Blue explodir. Disse que era uma das unidades mais dinâmicas da liga e que iriam provar isso logo. E ele não estava mentindo. No jogo contra New Orleans, tudo pareceu funcionar. Cada vez que Eli Manning entrava no campo para conduzir a campanha, a sensação que dava era de que viria mais uma pontuação em breve. E essa sensação se traduziu em números. O QB fez uma partida histórica, com 6 passes para touchdown em 355 jardas lançadas e nenhuma interceptação. Ele acionou oito alvos diferentes durante a partida.

Odell Beckham Jr. teve uma partida estelar também, recebendo para 130 jardas e 3 touchdowns. Outro que mais uma vez se destacou foi Dwayne Harris, que participou bem do ataque, recebendo três bolas para 37 jardas e 2 touchdowns. O outro TD da partida anotado pelo ataque foi de Shane Vereen, que mais uma vez mostrou o potencial que tem recebendo passes saindo do backfield. O running back foi acionado seis vezes e conquistou 60 jardas, sendo o segundo recebedor mais acionado e também o segundo em jardas. Ruben Randle também teve uma boa partida, recebendo passes que conquistaram first downs em cinco alvos para 55 jardas.

Essa performance deixou a torcida esperançosa em ver como essa unidade funcionará quando Victor Cruz e Will Beatty voltarem ao 100% e o rookie Ereck Flowers ser mudado para o lado direito da linha, colocando o elo fraco da unidade, Marshall Newhouse, no banco.

  • A inexplicável rotação dos running backs

Resolvi escrever sobre essa questão fora do espaço reservado para o ataque. Novamente o time utilizou uma rotação de running backs no jogo. Essa estratégia vem se comprovando ineficaz a cada rodada. Nesta partida não foi diferente. Orleans Darkwa e Rashad Jennings faziam boas campanhas correndo e na campanha seguinte, entravam Shane Vereen e Andre Williams, que não conseguem carregar bem a bola no jogo corrido. Claramente não estão sendo respeitadas as qualidades individuais dos jogadores.

Jennings e Darkwa precisam receber mais toques na bola. Pelo menos 10 toques cada um, para que o jogo corrido finalmente deslanche. Shane Vereen precisa entrar em situações de passe, seja para confundir a defesa, seja para receber efetivamente as bolas saindo do backfield e conquistando jardas importantes. E Andre Williams, que teoricamente é o power back, precisa melhorar as leituras dos gaps (buracos na linha) para correr. Não adianta abaixar a cabeça e achar que apenas na força vai ganhar as poucas jardas que faltam numa terceira descida ou numa situação de goal line. Ele precisa ver de que lado virá a pressão para escapar dela.

  • Próximo jogo

No próximo domingo, às 19h05, os Giants viajam até a Flórida para enfrentar o Tampa Bay Buccaneers, que vem de uma vitória na prorrogação por 23 a 20 contra o Atlanta Falcons, em Atlanta. Será um jogo imprevisível, uma vez que o adversário vem crescendo na competição, o QB rookie Jameis Winston está começando a entender o ritmo da NFL e o jogo corrido dos Bucs vem funcionando bem com Doug Martin.

Placar Final: New York Giants 49 vs 52 New Orleans Saints
*Melhores momentos, aqui.


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