Caros torcedores do  New York Giants,



Aqui vamos iniciar uma “mega” crônica contando tudo que é necessário para virarmos a página de 2016 e entrar em 2017 focados como nunca. Não se enganem pensando que tudo são flores porque vocês vão ler coisas que talvez não gostem e outras tantas que vão odiar porque iremos enfrentar assuntos como free agent’s, salários, renovações, cortes, necessidades e draft.

Para melhor entendimento, é necessário iniciar uma análise completa da temporada com enfoque em tudo o que rolou, as surpresas, as contratações e, principalmente, as decepções e inclusive a derrota nos playoffs para o Green Bay Packers.

Posteriormente, na parte 02, quero analisar o plantel do Giants e apontar o que deve ser feito, ao meu ver, como economizar, onde cortar e apontar as necessidades do time olhando sempre o mercado de free agent’s.

Por último e não menos importante, parte 03, o draft. Vale a pena conhecer alguns jogadores, vislumbrar tudo o que pode ser feito e como. Quem vale a pena ser escolhido e como pode terminar todos cenários que a franquia irá enfrentar na pós temporada.

Todavia, antes de mais nada precisamos voltar lá em março de 2016 quando o Giants surpreendeu a todos com alguns nomes de peso que ganharam contratos gigantes mas com um uma capacidade técnica naquele tempo questionável.

Para tanto, é necessário ressaltar como a franquia vinha da temporada de 2015/2016 com a pífia campanha de 6-10 sobre o comando de Tom Coughlin (Head Coach) e Jerry Reese (General Manager) e com a defesa amargando o cenário entre as piores da NFL.

Photo by Al Bello/Getty Images

Tempo depois, aconteceu que Tom Coughlin foi mandado embora e Reese ganhou mais uma chance, porém, os resultados dos drafts do mesmo durante toda sua era desde que chegou ao Giants em nada agradava os torcedores, ou seja, desastre para todos lados.

Nesse cenário melancólico, Jerry Reese deu início ao prazo de free agents correndo para trazer nomes de peso para garantir ao menos o futuro da franquia, seguindo nomes como DE Charles Johnson e DE Mario Williams (para ver a notícia completa da época clique aqui)

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Isso tudo deixou de ser mera especulação quando Charles Johnson foi visitar a franquia em New York (para ver a notícia completa da época clique aqui). Entretanto, logo os torcedores e a comissão técnica do Giants puderam observar o quanto à franquia estava desvalorizada no mercado ao assistir Charles Johnson aceitar um acordo com Carolina Panthers para voltar por um mísero ano (depois de não ter o contrato renovado) recebendo MENOS do que já recebeu e MUITO MENOS do que o Giants havia oferecido ao jogador (para ver a notícia completa da época clique aqui).

Photo by Brad Penner

Jerry Reese e demais membros da staff devem ter entrado em loucura total ao perceber o cenário que a equipe se encontrava porque demonstrou que a equipe não tinha poder de barganha com os atuais jogadores. Porém, contra tudo e contra todos, a franquia nova iorquina anunciou os seguintes nomes chocando e abalando todos os meios de comunicação com os termos dos contratos:

  • DE Olivier Vernon (de Miami) – $ 85 milhões com 47% do contrato garantido sendo que o cap hit desse ano de 2017 será o maior do contrato dele, logo de cara;
  • CB Janoris Jankins (de LA Rams) – $ 62,500 milhões com 46% do contrato garantido sendo que o cap hit desse ano de 2017 também será o maior do contrato dele;
  • DT Damon Harrison (de NY Jets) – $ 46,250 milhões com 43.2% do contrato garantido sendo que o cap hit desse ano de 2017 também será o maior do contrato dele.

Além disso, a franquia nova iorquina não perdeu tempo e assinou um contrato de um ano com Jason Pierre-Paul de $ 10,000,000.

Photo by AP/Getty Images

Aqui foi o período de eterna discussão entre a imprensa e torcedores. De um lado, os conservadores diziam que os contratos foram altíssimos e não valia a pena quaisquer dos nomes apresentados porque quase metade dos contratos eram garantidos e caso um jogador não rendesse bons frutos na temporada seguinte (essa que está nos playoffs – 2016) o clube sofreria o maior cap hit com os jogadores em 2017, comprometendo drasticamente o orçamento do clube.

Explica-se. O contrato do Olivier Vernon, por exemplo, o salário de 2016 não foi acima da média, porém, agora em 2017 pode chegar ao cap hit de $ 16 milhões de dólares, para você, leitor, ter noção do tamanho desse contrato vou citar alguns jogadores da mesma posição cujo os contratos tem menos impacto no cap: JJ Watt, Robert Quinn, Malik Jackson, Gerald Mccoy, Michael Bennett e outros tantos.

Photo by Chris Faytok | NJ Advance Media for NJ.com

É um contrato superior a de muitos jogadores que já apresentavam habilidades superiores a que Olivier Vernon havia apresentado na liga até então, por isso, a franquia de New York foi bombardeada com críticas, principalmente, quanto a esse contrato porque de Janoris Jankins e Damon Harrison não foram os mais altos para suas posições e são jogadores que apresentavam um certo bom nível de consistência quando jogavam por seus respectivos antigos clubes.

Agora, alguns meses depois, vamos analisar friamente esses contratos e quais foram os resultados deles.

Primeiramente, explicado todo cenário que o Giants enfrentava, por isso, toda comissão sabia que após o episódio do Charles Johnson a única maneira de trazer bons nomes para o clube e retirar toda concorrência com as outras franquias seria pelo apelo ao dinheiro.

Assim foi feito e assim conseguiram fechar com bons nomes, ao meu humilde ver os jogadores são os melhores nas respectivas posições que estavam disponíveis. Além disso, vale ressaltar que o dinheiro foi gasto com competência porque se você (leitor) perceber que os três contratos após 2017 vão ficar bem mais leves porque boa parte do dinheiro garantindo foi pago.

Isso porque o comum é o jogador ganhar a mesma coisa durante todo o contrato, vamos supor que um jogador “X” tenha recebido 20 milhões de dólares para jogar quatro anos, geralmente, a média salária ficariam de 5 milhões por ano.

Todavia, se analisarmos especificamente o contrato desses três jogadores, podemos observar a enorme queda no salário garantido, na assinatura bônus de 2017 e o dinheiro morto (Dead Money) cai gradativamente, você imagina o por que? Creio que seja em caso do jogador não conseguir bons números no clube e após duas chances (2016 e 2017) em 2018 poderá ser cortado com o clube perdendo pouco dinheiro.

Photo by Photo by John Angelillo/UPI

Felizmente, não é o caso desses jogadores. Ninguém é “cego” a ponto de defender o Reese, mas uma coisa é necessária admitir, seja lá quem foi que analisou esses jogadores no período de free agents, que fizeram um trabalho espetacular, digno de exemplo para a maioria das franquias na NFL que geralmente gastam milhões em jogadores que não rendem metade do que podem proporcionar ao clube.

Ora, você, leitor, viu durante todo ano, Vernon teve 8.5 sacks e um fumble forçado (maior média do jogador desde 2013 quando atuava em Miami), JPP teve 7.0 sacks e 2 fumbles forçados mesmo com a lesão, Janoris Jankins mudou totalmente nossa secundária e terminou o ano com três interceptações…

Posteriormente, seguindo em frente, o Giants enfrenta o segundo desafio, DRAFT, sem o passado proporcionar quaisquer resquícios de confiança, Reese e companhia trataram de fechar toda comissão técnica, inclusive, um novo Head Coach, Ben McAdoo, para que toda ajuda fosse somada a fim de conseguir os maiores resultados possíveis do draft de 2016.

  • As escolhas do draft foram:

1º Round – Pick nº 10 – Eli Apple, CB, Ohio State;

2º Round – Pick nº 40 – Sterling Shepard, WR, Oklahoma;

3º Round – Pick nº 71 – Darian Thompson, S, Boise State;

4º Round – Pick nº 109 – B.J. Goodson, ILB, Clemson;

5º Round – Pick nº 149 – Paul Perkins, RB, UCLA;

6º Round – Pick nº. 184 – Jerell Adams, TE, South Carolina.

Photo by William Hauser-USA TODAY Sports

Resultado imediato? Uma chuvarada de críticas de todos os lados… Torcedores insatisfeitos com a 1ª escolha (inclusive essa pessoa que vos escreve), jornalistas incrédulos com a falta de coerência dos técnicos e do Reese. Porém, depois da tempestade vem a calmaria, sendo que pouco a pouco foram surgindo notícias boas e bons comentários sobre as escolhas em geral como por exemplo, Shepard, era considerado por muitos o melhor WR em rotas, principalmente, jogando no slot, que existia no draft sendo considerado taticamente pronto para a NFL.

Considerando todas as mudanças no plantel e lesões que tiraram alguns jogadores, fica fácil perceber que fizemos um bom draft, tirando LB B.J. Goodson que nunca jogou e TE Jerell Adams ser reserva de TE Will Tye, os demais foram todos titulares em algum momento da temporada. A título de exemplificação, Darian Thompson, antes da lesão, já começou no time titular ao lado de Shepard. Tempo depois, Perkins e Apple ganharam espaço na equipe e passaram a ingressar o time principal, levando em consideração que são calouros, é possível concluir que foi um tamanho resultado positivo e daqui para frente é esperado que eles tomem a frente do time cada vez mais. Eu, por exemplo, defendo fielmente que o Giants ainda precisa de um RB, porém, defendo também o corte de Rashad Jennings porque confio no trabalho do Perkins.

Photo by William Hauser-USA TODAY Sports

Para concluir o início de 2016 e antes de adentrar a temporada em si, a verdade é que tivemos um começo de ano extremamente volátil, pois as críticas não faltavam e a desconfiança no trabalho da comissão era gigantesca, boa parte da imprensa condenava a franquia por mais alguns anos com temporadas negativas semelhante à de 2015, para desespero deles (e para nossa alegria) o contrário aconteceu.

O pontapé inicial da temporada começou contra, o eterno rival, Dallas Cowboys. Antes do jogo o cenário era de dúvidas, será que aqueles gastos valeram a pena? Quais as mudanças no ataque? Eli Manning conseguirá continuar com um bom nível técnico a frente do ataque? McAdoo tem condições de ser Head Coach? Muitas perguntas para poucas respostas.

Isso porque o GM Reese, HC McAdoo e QB Eli Manning estavam com a credibilidade em cheque devido ao fracasso da temporada de 2015. Porém, como bons gigantes que são responderam com uma vitória cruel em cima do rival de divisão, NYG 20 vs 19 DAL (eu não vou comentar cada jogo individualmente mas quem quiser conferir temos as análises individuais clicando aqui).

Photo by Getty Images

Nos três primeiros jogos contra (DAL, NO e WAS) o ataque mostrou um equilíbrio monumental porque Eli Manning ativou Odell Beckham, Victor Cruz e Shepard de forma similar e constante demonstrando lampejos de um bom e equilibrado ataque. Segue os números abaixo:

 X Week 01 (vs DAL) Week 02 (vs NO) Week 03 (vs WAS)
OBJ 73 jardas 86 jardas 121 jardas
Cruz 34 jardas e 1 TD 91 jardas 70 jardas
Shepard 43 jardas e 1 TD 117 jardas 73 jardas e 1 TD
Total: 150 jardas e 2 TD 294 jardas 264 jardas e 1 TD

Entretanto, foi só um livre vislumbre do sonho de cada torcedor porque da semana 04 em diante o ataque voltou aos velhos problemas com mais alguns novos:  (i) jogo corrido ineficiente; (ii) lesões na OL, (iii) OL ineficiente, principalmente, com os tackles, (iv) Eli Manning demonstrando uma certa ineficiência e total inconsistência em seu jogo e (v)o ataque começou a procurar exclusivamente Odell Beckham comentando os mesmo erros de 2015, tanto é que da semana 04 em diante os números do jogador decolaram.

Além disso, vale ressaltar que outros problemas surgiram durante o ano como a “crise existencial” de OBJ que chegou a falar que o esporte não era mais divertido, isso sem contar os episódios quando ele jogava o capacete no chão ou socava a rede de treino  para chutes.

Enquanto Odell batalhava com os jornalistas fora de campo, por outro lado, dentro de campo, OT Flowers fazia faltas constantes em todas as partidas sendo que conseguiu piorar o rendimento geral da linha ofensiva do Giants.

Photo by Tim Heitman – USA TODAY Sports

Em contra partida, a defesa de New York começou e terminou a temporada com um “desfile de gala”. Aliás, distribuiu tackles, sacks, blitz e fumbles para todos os lados e times. Mesmo jogando uma grande quantidade de tempo e sem profundida de elenco, a defesa utilizou do esforço físico e fez valer cada centavo de contratações e salários.

O DT Damon “Snacks” Harrison tornou-se um dos líderes do time dentro e fora de campo. Janoris “rabit” Jenkins transformou uma frágil secundária na temida NEW YORK PASS DEFENSE – NYPD junto de seus companheiros e Olivier Vernon junto de Jason Pierre-Paul não tiveram uma quantidade absurda de sacks mas conseguiram pressionar os QB’s adversários constantemente.

Todo esse trabalho foi vislumbrado com diversos prêmios durante todo ano, não faltou o prêmio de melhor jogador defensivo da semana na NFC (JPP, Landon Collins, Dominique Rodgers-Cromartie e etc) para a defesa do Giants, tampouco deixou de aparecer no melhor jogador defensivo do mês na NFC (Landon Collins).

Photo by Tom Pennington/Getty Images

A “cereja do bolo” veio somente depois com as indicações para o Pro Bowl de Janoris Jenkins e Landon Collins sendo ambos indicados para começarem jogando, uma incrível marca que merece sim ser comemorada independente da conquista do super bowl ou não.

Digo isso porque seria errado por parte dos torcedores ficarem lamentado a derrota nos playoffs deixando de lado os pontos positivos que a franquia e os jogadores conquistaram durante o ano porque a verdade é que somos uma franquia em “construção”, não no sentido de ser pequena (não, somos gigante) e sim no sentido de que termos como objetivo final a consistência técnica necessária para o time ir aos playoffs com maior frequência, por exemplo, o time não ia aos playoffs desde a última conquista do super bowl o que demonstra total ineficiência da franquia em manter o time sempre em alto nível técnico.

Por enquanto, é isso. Na próxima sexta será a parte 02 que vão ter temas mais polêmicos como a eliminação nos playoffs, a ida a Miami dos WR’s, cortes no elenco e necessidade das posições. Comenta aí o que vocês acharam da temporada regular de 2016! 😀


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