Quando iniciar a próxima temporada, Eli Manning entrará em seu terceiro ano trabalhando com Ben McAdoo, mas pela primeira vez, não será como quarterback e coordenador ofensivo. Em vez disso, será quarterback e treinador, com Mike Sullivan assumindo o papel de coordenador ofensivo. Sullivan que trabalhou como técnico de quarterback de Manning na última temporada e em 2010 e 2011.



Apesar das mudanças da comissão técnica, o quarterback dos Giants não espera que o ataque sofra qualquer nível de mudança significativa este ano:

Eu acho que vai ter uma evolução“, disse Manning. “Como o treinador McAdoo ainda está aqui, ainda é seu ataque, até por que, tem praticamente os mesmos nomes. Cada ano você sempre adiciona mais jogadas, observa o que está funcionando, o que não foi trabalhado, o que eu gosto, pessoalmente, o que funcionou com os jogadores que você tem e em como o ataque se encaixa no seu conjunto de habilidades. Ele deve ser semelhante ao que vimos nos últimos anos, com algumas peças novas que foram adicionadas para fazermos ainda melhor“, completou o quarterback.

O novo treinador de quarterback é Frank Cignetti, que foi o coordenador ofensivo dos Rams na última temporada, e que foi técnico de quarterback de Eli entre 2012 e 2014. Sobre voltar a trabalhar com Cignetti, Eli disse:

Tem sido ótimo trabalhar com o treinador Cignetti. Ele tem sido parte desse ataque há muito tempo, é um técnico experiente que trabalhou com vários grandes quarterbacks. Ele é um homem inteligente. Tem sido bom trabalhar com ele, ficando na mesma página, e falando a mesma língua“.

No ano passado, o ataque dos Giants foi classificado em oitavo lugar na NFL em jardas por jogo (372) e em sexto lugar em pontos por jogo (26,2). Mesmo com esses números impressionantes, há alguns pontos onde a equipe gostaria de melhorar em 2016.

O primeiro está na Red Zone, onde o Giants só marcou touchdowns em 48% de suas posses na red zone, 10º pior no campeonato. Seria fácil apontar o dedo para o ataque corrido que teve apenas cinco touchdowns no ano passado, empatados como segundo menor número na liga. Mas Manning sabe que o jogo aéreo pode ser mais eficiente nessas situações:

Temos que aproveitar as oportunidades. Quando temos uma oportunidade para um touchdown, temos que completá-los. Temos que evitar as jogadas negativas. Você não pode correr com a bola no primeiro down e perder cinco jardas. Você não pode sofrer sacks ou turnovers. Quando você chegar lá, você tem que ser mais nítidas e você tem que jogar um pouco mais rápido e aproveitar as oportunidades que estão lá“.

Outra área em que a equipe gostaria de melhorar é a eficiência no passe longo, conseguindo fazer a bola avançar muitas jardas por jogadas.

De acordo com a Pro Football Focus, apenas 10,5 por cento dos passes de Eli Manning viajaram 20 jardas ou mais pelo ar na última temporada. Entre quarterbacks com 49 ou mais tentativas nesta distância, ele foi o quarto menor percentual na liga. Ele estava no meio desse mesmo grupo em termos de jardas obtidas através desses passes e precisão. Manning lançou uma interceptação nessa faixa de jardas, no entanto, apenas empatou como segundo melhor no mesmo grupo.

Nós temos que melhorar os lançamentos longos e dar aos nossos receptores a chance de fazer jogadas e pegar a bola.  Dependente do que a defesa está fazendo também. Temos de ser capazes de encontrar conclusões se eles vão jogar em zona ou individual. Vamos forçá-los a serem mais agressivos e então nós poderemos obter melhor os passes longos. Quando nós executarmos, temos de atingi-los“, disse Manning.

Os Giants têm uma das armas do jogo aéreo mais explosivos do futebol americano em Odell Beckham Jr., e contam com o retorno de Victor Cruz na expectativa de terem outra arma do outro lado do campo. Dwayne Harris se tornou outro receptor de confiança do ataque, podendo jogar tanto como wideout como slot.

Manning espera que outros dois jovens recebedores possam ajudar a complementar os veteranos.

Sterling Shepard foi a escolha de segunda rodada dos Giants no Draft desse ano. Manning comentou sobre o recebedor vindo de Oklahoma:

Sterling fez um bom trabalho durante os OTA’s e minicamps. Ele fez um grande trabalho aprendendo o novo ataque. O tempo todo ele pegou bem a bola. Suas correu muito bem as rotas. Mas ele precisa pegar o timing do ataque, os diferentes audibles e checks, as diferentes rotas e ajustes que podem ser feitos, que foi o que ele viu quando ele começou a treinar com o ataque titular no final dos OTA’s“, disse Eli.

Já o outro é Geramy Davis, escolha de sexta rodada de 2015 que veio da Universidade de Connecticut. Eli também comentou sobre ele:

Geramy Davis também teve uma grande offseason. Ele é um cara grande com boa impulsão e boa recepção. Ele fez alguns bons jogos para nós. Fico feliz em vê-lo progredir bem, e vamos precisar dele para melhorarmos esse ano“.

Durante os OTAs e o minicamp, os atletas treinam sem as proteções dos ombros. Agora no Training Camp haverá treinos com todas as proteções. Para os jogadores de linha defensiva e ofensiva, essa mudança muda completamente os treinos, mas Eli também comentou sobre o que ele percebe em relação aos recebedores e seus marcadores:

Para os recebedores, é mais físico com os shoulders“, explicou Manning. “Os defensives backs, quando pressionarem, os linebackers com os thight ends, pode ser mais difícil de obter lançamentos livres e esses tipos de coisas por conta da pressão da defesa. Para as outras posições do ataque fora a linha ofensiva, ainda estamos trabalhando no timing, no melhor entrosamento. Para mim, colocar os shoulders será um novo ajuste, uma vez que tem vários meses que joguei com eles. Estou ansioso para começarmos, para ver o quanto progredirmos“.

Os Giants esperam que o ataque possa continuar a evoluir a partir do sucesso construído na última temporada e se tornar um dos ataques mais temidos da NFL. A partir do dia 28 de julho começa o training camp dos Giants e poderemos observar se os Giants estão evoluindo como Manning espera.

*Fonte, aqui.


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