Nós dos Giants Brasil estamos postando algumas análises dos jogadores, fazendo uma revisão de sua temporada e projetando como será a próxima. Hoje falaremos do principal jogador de New York, o rosto da franquia: Eli Manning. Vamos analisar como foi a temporada de 2013 do nosso quarterback, e as mudanças para um 2014 melhor.



  • Revisão de 2013:

Infelizmente temos que analisar o esquecível 2013. Qualquer argumento que você queira anexar ao seu desempenho – lesões ao seu redor, nenhuma proteção no pocket, jogo corrido inexistente, recebedores que não conseguiam correr rotas corretas, Kevin Gilbride, ou todos os motivos juntos – Eli foi terrível em 2013, mostrando um football pobre para um quarterback da NFL, e principalmente para um jogador com dois anéis de Super Bowl e dois títulos de MVP da final. Você provavelmente sabe de cabeça os números, porém, vamos relembrá-los: 27 interceptações e apenas 18 passes para touchdown, um percentual de 57,5% de passes completos, e um rating de 69,4. Todos os números, os piores de sua carreira na NFL.

  • Previsão para 2014:

A offseason começou nervosa para Eli Manning. Todo mundo parecia querer falar do nosso quarterback. Vimos um jornalista da ESPN chamá-lo de jogador mais overpaid da liga. Vimos o analista da NFL.com, Gil Brandt, dizer que Manning está atrás de Ben Roethlisberger quando se trata dos melhores quarterbacks do draft de 2004. Vimos alguns especialistas opinarem que Manning, já com 33 anos, não ter condições de voltar ao seu melhor football. Temos visto vários jornalistas e torcedores dizerem que é o momento dos Giants começarem a pensar na vida após Eli, começar uma renovação.

Então, qual é a verdade e o que podemos esperar de um dos maiores gigantes da história de New York, na temporada de 2014?

A verdade, no meu ponto de vista, é esta: os números de Manning não mentem, não podemos ficar procurando desculpas apenas. Os Giants eram uma péssima equipe de football em 2013 por uma série de razões, e que precisava desesperadamente de seu duas vezes MVP do Super Bowl, o jogador de mais talento, estar acima de todos os problemas da equipe e levá-la nas costas, tirando a equipe do buraco, mesmo com lesões a sua volta e péssimas decisões da sua comissão técnica. Ao invés disso, Manning sucumbiu à estrutura decadente em torno dele. Ele não foi capaz de salvar os Giants; ao invés disso, afundou junto com toda a equipe. Na verdade, no final, o que todos nós víamos era sua frustração com seu jogo, e isso o fazia jogar ainda pior – o que o afundou ainda mais.

A verdade – mesmo nós, eu inclusive, não querendo aceitar – temos que ser realistas e perceber que Manning nunca foi um quarterback “brilhante”. Em 10 anos de carreira, ele só foi capaz de ter pelo menos 60% de passes completos por temporada. em 4 delas. Na sua carreira ele tem 58,5%, e um rating de 81,2. Números estes, que se fossem apresentados sem o nome de Manning à frente, seriam considerados de um quarterback mediano a fraco na liga, porém, todos nós sabemos que quando Manning está no seu melhor momento, ele é tão bom quanto qualquer quarterback considerado de elite na liga.

Fato é que Manning tem sido sempre um quarterback corajoso e com uma vontade enorme, sem medo de encarar qualquer situação: um quarterback que gosta de saborear situações complicadas. Manning sempre foi capaz de se tornar grande nos momentos de maior pressão na liga. Os dois Super Bowls são um exemplo disso, Manning tem 49 passes completados de 74 tentados (66,2%), três TD’s, uma interceptação, um rating de 96,2 e duas jogadas de game-winning, além de, é claro, dois títulos e dois MVP de Super Bowl.

Então, qual é o Manning de hoje e o que podemos esperar dele em 2014?

Primeiro: ele tem 33 anos e não 38 ou 39. Ele ainda não deve entrar em declínio fisicamente, não perdeu força no braço ou sua capacidade de ler defesas adversárias. Ele vem de uma cirurgia no tornozelo, porém, parece estar bem recuperado, já que participou totalmente dos programas de treinamento na offseason. Então, sua condição física ou sua habilidade não são preocupações. Salva alguma grande lesão (vamos todos bater na madeira, hehehe), Manning será capaz de jogar por diversos anos ainda.

A pergunta de milhões de dólares que todos se fazem é: qual Manning teremos daqui para frente? Isso determinará o sucesso ou o declínio da franquia não apenas em 2014, mas sim, o sucesso da equipe nos próximos anos. Porém, a figura central desta discussão já se posicionou confiante: Manning disse em entrevista recente:

“Eu acho que ainda tenho muitos anos à frente,” Manning disse ao Daily News. “Acho que este ano vai ser certamente um ano melhor. Estou ansioso por isso. Tudo o que posso fazer eu estou fazendo, tenho trabalhado todos os dias, cada vez melhor, e tenho certeza que com todo trabalho que temos feito à comissão técnica e nós jogadores, nós teremos um ano melhor.”

O destino de Manning, é claro, está relacionado ao modo como ele e o novo coordenador ofensivo, Ben McAdoo, consigam se entender. Depois de toda sua carreira jogando sob o mesmo sistema ofensivo, Manning agora terá de aprender e se adaptar a um novo esquema baseado principalmente na West Coast Offense – totalmente diferente de seu antigo sistema ofensivo.

“Eu sempre admirei o jogo de Eli. Eu tive jogos difíceis contra Eli no passado, e eu o admiro como profissional. Ele é um jogador inteligente, e eu adoro sua forma de pensar e ver o jogo, e estou animado para ajudá-lo a crescer mais ainda,” disse McAdoo, que continuou: “Nós temos um sistema de valores que nós acreditamos, e humildade é um desses valores. Respeito é outro e dedicação é o terceiro. Eli é muito humilde. Ele é um cara que está muito ansioso e muito animado para fazer parte de algo grandioso. Ele não teve o ano que ele queria no ano passado, procuramos não ficar falando sobre isso, eu vejo nele é um cara que é um profissional consumado e está animado para seguir em frente depois de um momento ruim.”

Muita coisa foi dita sobre Manning depois que ele teve sua pior temporada na carreira, com vários jornalistas criticando até mesmo os fundamentos de Manning. Talvez, também por causa disso, e também porque o novo ataque exige que ele faça algumas coisas que ele não tem feito com frequência na sua carreira, a maioria dos trabalhos desta offseason com Eli tem focado nos seus fundamentos.

“Nós gastamos muito tempo dos treinamentos trabalhando os fundamentos, sua leitura do jogo, seu manejo de bola, os fakes ball, treinamento de precisão e seu trabalho de pés” – disse o treinador de quarterbacks Danny Langsdorf. Langsdorf ainda elogiou o profissionalismo de Eli nos treinamentos: “Há diversos treinamentos diferentes que estamos usando, algumas rotas ele já conhecia, já outras, estamos trabalhando muito ele com seus recebedores, a fim de terem um ótimo sincronismo no início da temporada. Por conta disso, a diversos exercícios básicos de treinamento, mas ele é um cara veterano e um profissional que teve sucesso por um longo tempo, de modo que não estamos fazendo nenhuma mudança drástica, estamos tentando apenas ajustar algumas coisas em seu jogo para ficarem ainda melhores.”

O tipo de ataque dos Giants será mais baseado em passes curtos, um jogo mais rápido, com os WR tendo várias opções em suas rotas, algo que deve aumentar o percentual de conclusão de passes de Manning, e com isso, uma diminuição do número de interceptações do nosso quarterback. Segundo Kevin Gilbride, ex-coordenador de ataque dos Giants, o sistema antigo de ataque, no seu melhor momento, era um ataque rápido, capaz de gerar grandes big plays a qualquer momento, fazendo números impressionantes. Porém, quando as coisas não vão bem ou quando a equipe não tem jogadores qualificados para assimilar e executar o complexo ataque comandado por Gilbride, coisas ruins tinham uma tendência a acontecer.

O sistema agora é diferente: não deve haver mais tantas falhas de comunicação. Eli terá uma linha ofensiva rejuvenescida, um jogo corrido mais sólido que ajudará a tirar toda a pressão das costas de Manning, e o corpo de WR’s também ganhou caras novas, e há um potencial para ser excelente nesta temporada.

É sempre bom lembrar que seu companheiro de Draft em 2004, e também envolvido na vinda de Eli para os Giants, Philip Riversquarterback dos San Diego Chargers – passou pela mesma situação há uma temporada atrás. Depois de duas temporadas péssimas (em 2011 e 2012), Rivers teve um grande desempenho em 2013 com a chegada de um novo técnico, Mike McCoy, e um novo coordenador ofensivo, Ken Whisenhunt. Rivers teve sua melhor temporada da carreira em 2013, completando 69,5% dos passes, lançando 32 touchdowns e apenas 11 interceptações.

Todas as indicações são de que os Giants têm dado a Manning um melhor conjunto de ferramentas para trabalhar em 2014. Não há nenhuma razão para que ele não possa ser capaz de seguir o exemplo de Rivers e ter uma grande temporada – tendo um salto de qualidade no seu jogo.

*Fonte, aqui.


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