É sempre tentador tentar prever a temporada baseado nas duas primeiras semanas. Em 2015 o resultado do primeiro jogo refletiu a temporada inteira. Um já baleado time do New York Giants, sem duas de suas principais estrelas em Jason Pierre-Paul e Victor Cruz, derrotou um saudável time do Dallas Cowboys… pelo menos até os dois minutos finais. Uma pobre falta de interferência de passe cometida por Domenique Rodgers-Cromartie, um holding não marcado em Daniel Fells e um completo colapso do sistema defensivo conspiraram para roubar a vitória dos Giants.



Esta foi uma cena que se repetiu diversas vezes durante o ano passado. Os Giants conseguiram ser competitivos, regularmente ganhando enquanto o relógio se aproximava dos minutos finais. Então o time conseguia encontrar alguma nova forma de perder o jogo. Isso pode até ser aplicado à temporada como um todo. Com todos esses problemas, o Big Blue ainda esteve no controle da NFC East, capaz de carimbar sozinho sua passagem para os playoffs. Mas conforme a temporada entrou no seu último quarto, o time conseguiu desperdiçar sua melhor chance de pós-temporada desde 2012.

É claro que o ano anterior – 2011 – provou que como você termina uma temporada é muito mais importante do que como você começa. Naquele ano, os Giants abriram com uma derrota por 28 a 14 para um Washigton Redskins que terminaram com um recorde de 5-11 e tinha como quaterback o veterano Rex Grossman. Os Giants, por outro lado, foram “All In” e abraçaram o mantra de “Finalizar!” para começar uma histórica corrida para o Super Bowl.

Entretanto, com o final da temporada 2016 ainda desconhecido e o time vindo de três temporadas perdedoras seguidas, eles talvez precisem de um início forte para deixar o ambiente positivo pelo resto do ano.

O Giants está com um time muito jovem, com um grande número de novos jogadores apoiando-se em um Head Coach novato para liderá-los. Eles não tem o luxo de ter a atitude “estive aqui, fiz isso e aquilo” caso o time comece mal. Não são muitos os jogadores do Big Blue que tem a experiencia de ter uma sequência ruim para depois sair com a vitória. Após cinco anos de mudanças no roster, apenas Eli Manning, Victor Cruz (se saudável) e Jason Pierre-Paul podem dizer que possuem essa experiência. Ter um bom início pode ser a diferença entre um time dando um passo para frente ou outra temporada desapontante.

Mas eles podem conseguir isso? Pode o Giants de 2016 sair do portão já quente?

Os Giants não vencem em uma abertura de temporada desde 2010, mas em 2016 eles tem a chance de se vingar da derrota de 2015. Mais uma vez, o Big Blue vai estrear contra os Cowboys em Dallas, jogando na sequência contra o New Orleans Saints em New York. É esperado que ambos os jogos sejam “shootouts“, com ataques potentes e defesas com mais perguntas do que respostas. Estes jogos podem ser decididos pelo fator “qual ataque fica com a bola por último” ou “qual defesa consegue impedir um drive de pontuação mais de uma vez, ou mesmo uma apenas”. Os Giants estão contando com seu significativo investimento defensivo na offseason, tanto na Free Agency quanto no Draft, para ajudar a reconstruir a defesa em algo que possa ser reconhecido como uma “defesa do New York Giants”. Caso a unidade consiga ser coesa, eles tem uma boa chance de virar estes “shootouts” a seu favor.

Um início bom com um par de vitórias para abrir a temporada pode ser necessário, tendo em mente que os próximos três jogos serão testes duríssimos. Entre as semanas 3 e 5, os Giants vão enfrentar os atuais campeões da NFC East, Washington Redskins, da NFC North, Minnesota Vikings, e o sempre formidável Green Bay Packers.

Enquanto o Giants indubitavelmente gostaria de vencer todos os jogos – se não quisesse não deveriam estar jogando na NFL – terminar os quatro ou cinco jogos com um recorde de .500 ou melhor deve ser visto como um grande início para a temporada. Ganhar três dos primeiros cinco jogos pode certamente ajudar a dar confiança aos Giants e criar um momento para a sequencia da tabela. Mas a questão permanece: Eles conseguem esse início bom?

Nós teremos que esperar para descobrir.

Fonte aqui.

 


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