História Completa

História dos Giants: Tempos Difíceis Novamente

Para o espanto coletivo, com a conquista anterior terminava também a marcante carreira de Bill Parcels em New York. Poucos meses antes da temporada de 1991 ter início, o head coach resolveu sair, causando uma confusão generalizada para decidir o nome do novo treinador. Ao final, Ray Handley, treinador dos running backs, foi incumbido da missão, que dentre outras encrencas tinha a decisão de escolher quem seria o comandante do ataque: o renomado Simms ou o emergente Hostetler. Hoss acabaria ganhando a disputa pela vaga, mas o time todo perderia com tal controvérsia. Fora de campo, destaque para a aquisição de parte das ações da franquia, por parte de Bob Tisch.

Após campanhas fracas em 1991 e 1992, os Giants trocaram de comandante em 1993, com a chegada do ex-Broncos Dan Reeves. Com a volta de Simms ao posto de QB titular, o time melhorou e chegou aos playoffs. Entretanto, na disputa do Divisional, acabaria sendo atropelado no Candlestick Park pelos 49ers, grandes rivais daqueles tempo, por 44-3. Mais impactante do que isso, foi o que aquele ano significou: o último da carreira tanto de Lawrence Taylor quanto de Phil Simms.

Imagem: Bleacher Report

Com o quarterback Dave Brown no comando, os Giants não conseguiram chegar por pouco à pós-temporada de 1994. Mas pior ainda seria no ano seguinte. Logo na abertura do campeonato, uma derrota constrangedora, em casa, para os Cowboys, por 35-0. Aliás, naquela mesma noite de segunda-feira, aconteceu a cerimônia que aposentou e pendurou a camisa 56 de L.T. no Giants Stadium. Ou seja…uma verdadeira água no chope dos donos da casa. Ao final da temporada, um retrospecto de 5-11.

Em 1996, a fase não melhorou. Brown não conseguiu liderar o ataque e viu os Giants terminarem o ano mais uma vez negativos, com 6-10. Isso custou o emprego de Reeves, que viria a ser substituído por Jim Fassel. Brown foi para o banco, dando lugar para Danny Kannell. Mesmo com Kannell estando longe de ser um QB de ponta, os Giants viram a sua defesa ressurgir com a performance do defensive end Michael Strahan. Após vencerem todos os jogos contra os rivais de Divisão, eles tiveram pela frente o Minnesota Vikings na rodada de Wild Card. Vencendo por 22-13, com quatro minutos para o fim em uma Meadowlands debaixo de neve, a defesa dos Giants começou a brigar entre si. Após anotarem um TD, os Vikings foram para o onside kick, recuperaram a bola e anotaram um fieldgoal, que garantiu a eles a vitória, por 23-22.

Imagem: Bleacher Report

Em 1998 e 1999, a posição de QB era o maior problema. Kennall acabou perdendo o posto para Kent Graham, mas ele também se mostrou fraco. A vaga acabou sendo preenchida por Kerry Collins, mesmo com ele não chegando a encher os olhos da torcida.

O ano 2000 chegou e o que se falava pela NFL era praticamente uma coisa só: os Giants terminariam em último na NFC East. Quando o campeonato começou, porém, as coisas foram bem diferentes. Mesmo com alguns jogos não tão bons, o time de NY conquistou vitórias inesperadas e, mais do que isso, acabou com o melhor desempenho da liga, com 12-4. Os críticos, porém, não mudava o discurso: os Giants talvez fossem o pior top seed da história. Após superarem os rivais Eagles no Divisional, eles teriam pela frente os Vikings, considerados favoritos. Porém, o que se viu em campo foi um time mordido, que não deu a menor chance à equipe de Minnesota, conquistando uma convincente vitória por 41-0 e o título da NFC. Estava pronto o desabafo de Wellington Mara contra todos aqueles que duvidavam da sua franquia.

Após exatos 10 anos, os Giants retornavam à mesma Tampa aonde conquistaram o seu último Super Bowl. Desta vez, teriam pela frente um time novo, o Baltimore Ravens, dono de uma defesa implacável, liderada pelo temido Ray Lewis. Foi um jogo de um time só, terminando com o placar incontestável de 34-7 para os Ravens, sendo a “honra” dos Giants amenizada pelo TD de 97 jardas anotado por Ron Dixon, após um kickoff, no terceiro quarto.

Em 2001, apesar de ter sido a temporada em que Strahan bateu o recorde de sacks num mesmo ano da liga, com um total de 22, o time acabou ficando fora dos playoffs, por muito pouco. No ano seguinte, a equipe teve um começo bastante inconsistente, com muitas das críticas recaindo sobre o special teams e sua fragilidade. Mas também houve pontos de progresso, como a chegada do rookie Jeremy Shockey, que logo se transformou em queridinho da torcida, com sua cabeleira de roqueiro, tatuagens e um jogo bastante agressivo como tight end. Depois de lutar bastante, os G-Men estavam novamente em uma pós-temporada. Contudo, mesmo vencendo os 49ers na casa do adversário por 38-14 no terceiro período, os Giants tiveram uma pane generalizada e permitiram que o oponente marcasse 25 pontos em sequência, assumindo a liderança por apenas um ponto de vantagem. A equipe ainda teve a chance de ganhar a partida, mas aí entrou em campo mais uma história dramática para NY: o long snapper Trey Junkin, contratado especificamente para os playoffs, após as várias críticas aos especialistas, mandou uma bola desastrosa para o holder Matt Allen, o qual, no desespero, ainda conseguiu passá-la para o guard Rich Seubert, mas o passe foi considerado incompleto. Porém, para aumentar o desespero, na confusão os árbitros não se deram conta que Seubert havia sido considerado elegível para receber passe naquele snap, o que só foram perceber quando a partida havia terminado. Assim, de nada adiantou a carta de desculpas que a NFL enviou para New York, logo após o incidente.

Imagem: New York Times

2003 presenciou um dos piores anos na longa existência dos Giants. Com um retrospecto final de 4-12, chegava ao fim a era Fassell em NY. Aliás, em uma daquelas partidas, diante de uma plateia enfurecida em Meadowlands, o treinador foi flagrado berrando para os seus jogadores: “Vocês querem que eu seja demitido?!?” Não saberemos, mas que ele foi mandado embora, isso foi.

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