História Completa

História dos Giants: Transição

Photo by USA Today

Com a saída do icônico Tom Coughlin do posto de head coach, foi escolhido, ou melhor, “promovido” pelos Giants, aquele que havia sido, pelos dois últimos anos, o seu coordenador ofensivo: Ben McAdoo, o qual, aos 39 anos de idade, se tornou um dos HCs mais jovens de toda a liga. A contratação de McAdoo não chegou a ser uma surpresa, afinal, mesmo com com um fraco retrospecto 6-10 no par de primeiras temporadas em que esteve em New York, o ataque por ele comandado teve números muito bons, digno das equipes que se destacaram na NFL no período.

O altamente criticado (não sem razão) general manager Jerry Reese, com a cabeça na linha de corte da guilhotina, “foi às compras” logo que o mercado de free agents abriu, no mês de março. O foco não era segredo para ninguém: defesa, defesa…e defesa! Desta forma, o que houve foi uma mudança total com relação ao passado recente. A defesa de NY, finalmente, recuperou a característica que tanto orgulha os seus torcedores, sendo um verdadeiro tormento para os ataques adversários, os quais, durante a temporada regular, em nenhuma oportunidade conseguiram passar de 29 pontos no placar. Dentre os diversos destaques, vale citar o segundo anista Landon Collins, por quem os Giants fizeram um arriscado trade no draft de 2015, e que foi mostrar todo o seu potencial após um ano de experiência no currículo. Deixando de ser free safety para atuar como strong safety, Collins dominou o backfield durante todo o ano, com performances que o tornaram, com toda a justiça, um All-Pro, seleção na qual recebeu a companhia do recém chegado Damon Harrison.

Imagem: Giants.com

Liderados por essa defesa, os G-Men terminaram a temporada regular com uma respeitável campanha de 11-5 (a melhor desde 2008), garantindo uma vaga de wild card para os playoffs, algo que não acontecia desde a temporada de 2011, quando a equipe conquistou o seu último Super Bowl. Em contrapartida, a outra surpresa, esta, negativa, ficou por conta do ataque. Mesmo com Odell Beckham em mais um ano espetacular, os Giants não conseguiram dar continuidade àquilo que se esperava deles e que foi o principal motivo para McAdoo ter sido o escolhido para comandar a equipe. O fim da linha foi uma derrota incontestável para os Packers, fora de casa, na única partida da temporada em que a defesa cedeu mais de 30 pontos e o ataque, novamente, pouco fez.

Cheios de confiança, os Giants iniciaram a temporada de 2017 como um dos favoritos ao título da temporada. Em campo, porém, o que se viu foi uma verdadeira catástrofe: 3 vitórias e 13 derrotas, no pior retrospecto da franquia na Era Super Bowl. Um ataque esfacelado pela lesão da estrela Bekcham (e de outros jogadores importantes), um special teams abaixo da crítica e uma defesa que não foi nem sombra do ano anterior, repleta de indisciplina dentro e fora de campo. O ponto alto (ou baixo) da crise, veio no início de dezembro, na Semana 13, quando o então treinador McAdoo, numa decisão para lá de polêmica e impopular, resolveu colocar no banco o QB Manning, encerrando assim a histórica sequência de jogos do quarterback como titular (13 anos e 210 partidas). Se existia alguma possibilidade de um dia Manning superar o incrível recorde de Brett Favre (297 jogos seguidos iniciando a partida), McAdoo soterrou qualquer chance naquele infame 03 de dezembro de 2017.

As consequências da falta de comando em New York não ficaram impunes: diante da pressão de fãs indignados e de uma imprensa inconformada, os Giants mandaram para a rua tanto o HC McAdoo quanto o GM Jerry Reese (no cargo desde 2007). Para o lugar do treinador, foi promovido, em caráter interino, o DC Steve Spagnuolo, desligado da equipe após a temporada. Para a vaga de Reese, depois de um processo seletivo, assumiu o cargo Dave Gettleman, o qual já havia passado em um posto menor pela franquia, e que recentemente esteve na mesma função nos Panthers, aonde levou a franquia da Carolina para o Super Bowl.

*Continue lendo, aqui.

Shares