A temporada 2016 terminou para o New York Giants com a derrota no Wild Card para o Green Bay Packers e os jogadores ganharão um período de férias para se recuperarem fisicamente para a próxima temporada. Agora quem terá todo o trabalho será o Front Office, liderado pelo General Manager Jerry Reese. Ele irá buscar formas para reforçar o elenco e suprir as deficiências apresentadas durante o ano.



Mas para isso, ele terá que mais uma vez realizar boas manobras para liberar espaço no Salary Cap (Teto Salarial) do time. De acordo com o site OverTheCap.com, os Giants possuem quase 32 milhões de dólares para a próxima temporada e a projeção é de que o teto seja fixado em 168 milhões. Este é um número que não é alarmante ainda, mas que necessitará de atenção, tendo em vista que o time terá que renovar algumas peças-chave este ano e, ao mesmo tempo, deixar o caminho preparado para renovações importantes nos próximos anos, como o caso do WR Odell Beckham Jr.

A primeira reação dos torcedores, principalmente os que acabaram de começar a acompanhar a NFL, é olhar para a lista de Free Agents disponíveis, ver nomes como Le’Veon Bell e Eddie Lacy, e imediatamente começar a pedir pela contratação de um dos dois ou até mesmo de ambos, no caso daqueles que não entendem ainda a questão do Salary Cap. A verdade é que provavelmente nenhum dos dois cheguem a ficar disponíveis na Free Agency. E a realidade é de que o time não poderá comprometer o teto salarial com jogadores que estão marcados para receber contratos gigantescos, na casa dos 15 milhões de dólares por ano.

Apresentado este cenário, podemos começar a imaginar o que o GM Jerry Reese tentará fazer nesta offseason. A primeira ação para tentar liberar mais espaço será provavelmente a tentativa de reestruturação dos contratos dos WRs Victor Cruz e Dwayne Harris. O primeiro está agendado para ganhar US$ 9,4 mi, porém teve uma temporada de baixa produção, ficando bem atrás do rookie WR Sterling Shepard. Se ele não aceitar uma redução drástica no salário, provavelmente será cortado antes da abertura do mercado, em 9 de março.

No caso de Harris, ele deverá ganhar US$ 3,8 mi, porém, com a mudança na regra do kickoff, os retornos ficaram mais difíceis de acontecer e o principal papel dele ficou restrito ao de gunner (atirador) para tentar chegar primeiro nos retornadores adversários e impedir avanços ou até mesmo deixando os punts dentro das últimas cinco jardas do campo. Com isto, se não aceitar um corte salarial, deverá ser dispensado.

Outro jogador que muito provavelmente será procurado para um corte salarial será o CB Dominique Rodgers-Cromartie, que deverá receber US$ 8,5 mi. Neste caso, porém, a dispensa é pouco provável e o time tentará negociar a redução por conta das contusões que o jogador sofre todo ano, fazendo com que perca partidas. O mesmo deverá ocorrer com o RB Shane Vereen, agendado para receber US$ 4,9 mi.

Após conseguir liberar espaço, pelo menos na casa dos US$ 50 mi, Reese terá que começar a utilizar este para a renovação de peças importantes. O primeiro é o DE Jason Pierre-Paul, que já deu entrevistas afirmando que não aceitará contrato de um ano, pois já provou que pode ser o mesmo jogador dominante de antes do acidente que lhe tirou alguns dedos da mão direita. Espera-se que ele peça algo em torno de US 15 mi por ano e se o Giants não quiser pagar, muito provavelmente alguém fará issoReese tentará negociar na casa dos US$ 13~14 milhões dando mais incentivos e dinheiro garantido para segurar o jogador.

A segunda grande renovação será do DT Johnatan Hankins, que atualmente ganha US$ 1,2 mi. No passado, os Giants não seguraram DTs que pediram alto na renovação, caso de Linval Joseph, hoje no Minnesota Vikings. Mas a situação este ano pode ser diferente por um fator: Hankins não é o melhor DT do elenco, posto ocupado por Damon Harrison, que está agendado para ganhar US$ 10,6 mi. Voltando a citar o caso de Joseph, ele era o melhor jogador da posição no elenco e pode pedir o quanto quis. Este ano, Hankins não poderá pedir mais que Snacks e deverá se contentar com um salário na casa de US$ 7~8 mi, salário médio de um DT bom.

Analisando a lista de free agents do time, Reese deverá procurar apenas uma parte dos jogadores e todas serão renovações com valores mais baixos, casos do LB Keenan Robinson, do CB Coty Sensabaugh, dos OL John Jerry e Marshall Newhouse (para serem backups, não titulares), do LS Zak DeOssie (Capitão do Special Teams), o TE Will Tye e o DE Kerry Wynn.

Passadas todas essas renovações, o time deverá ficar com cerca de US$ 30 mi para gastar na FA. E é neste momento que o torcedor do Big Blue terá que ter um pouco de paciência. Um dos principais pedidos da torcida é por um LT experiente. Mas este jogador apenas virá se algo muito fora do comum acontecer. Os Giants não desistem facilmente de suas escolhas de primeira rodada e Ereck Flowers terá mais uma chance de ser o titular. O time também não vai gastar dinheiro com um RB, uma vez que já deu sinais de acreditar no potencial de Paul Perkins e de que vai apostar no 1-2 punch com Rashad Jennings, mantendo Shane Vereen como uma opção para terceiras descidas.

O que vai acontecer na Free Agency este ano, na análise que fazemos aqui, é que Reese vai tentar reforçar o lado direto da linha ofensiva, buscando um Right Guard e um Right Tackle. A oferta de jogadores destas posições no draft de 2017 está baixa e como o Big Blue está apenas com a 23ª escolha, muito provavelmente os melhores jogadores já estarão fora de questão. A classe de universitários de 2017 promete muito na posição de TE e os Giants deverão mirar em um nas duas primeiras rodadas. O time provavelmente irá olhar também para Pass Rushers, principalmente no caso de não conseguir renovar com JPP, e para jogadores de linha ofensiva, caso sobre algum bom no momento da 23ª escolha (lembrando que espera-se que um jogador escolhido no primeiro round do draft esteja praticamente pronto para contribuir imediatamente no time titular).

Outra posição que os Giants vão atacar na FA deverá ser a de Kicker. Apesar de Robbie Gould não ter errado nenhum Field Goal na curta passagem que teve este ano, ele errou alguns Extra Points e teve problemas nos Kickoffs, deixando a bola pouco tempo pendurada no ar, não permitindo que os gunners do time impedissem grandes retornos. As franquias da NFL não gostam de gastar dinheiro com kickers e punters, porém quando encontram um muito confiável, acabam abrindo os cofres. Sabendo disto, se o Chicago Bears não quis manter Gould no roster, é sinal de que dá para encontrar algo melhor e mais barato na FA.

O time também deverá correr atrás de reforçar o corpo de linebackers, buscando um que consiga parar a corrida e também defender o passe, para entrar em situações específicas, e também um safety experiente para complementar Landon Collins e criar um seguro para o caso de lesões dos promissores Darian Thompson, Mykkele Thompson e Nat Berhe.

Concluindo, é óbvio que tudo o que escrevemos até aqui não passa de especulação, uma vez que não estamos dentro do dia a dia do time, mas seriam movimentos lógicos que estamos analisando e tentando prever para a offseason dos Giants. Em tempo, vale ressaltar que o time tem apenas 207 mil dólares de dead money (dinheiro morto) que é dinheiro devido a jogadores que não estão mais no roster. Este é um número que revela um bom trabalho do GM Jerry Reese, que apesar de todas as criticas que nós mesmos fazemos à ele, merece ser reconhecido e elogiado quando acerta.


Clique e garanta seu ingresso com desconto!